Com a popularidade do presidente Lula da Silva (PT) em baixa nas pesquisas, o Palácio do Planalto prepara um pacotão de bondades às vésperas do período eleitoral. São medidas para tentar baixar o combustível, aumentar o vale gás de cozinha e renegociar as dívidas, sentindo que após três anos e meio de mandato, o atual governo colocou a população endividada e sem poder de compra, e o país à beira de uma inflação. Não adianta o novo Ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmar que o dólar caiu e que a bolsa de valores teve êxito em vários setores, porque o povão está sentindo na pele as dificuldades de um governo temerário.
O chamado “pacote de bondades” do governo Lula, preparado para 2026 em um contexto pré-eleitoral, é um conjunto de medidas econômicas e programas sociais que visa injetar recursos na economia e aumentar a popularidade do presidente, em um cenário de pesquisa indicando queda na aprovação. As ações estimam um impacto de cerca de R$ 100 bilhões a R$ 400 bilhões, com foco em alívio financeiro para famílias e estímulo ao consumo, especialmente para a classe média baixa
LULA NO PIOR DESEMPENHO
Com menos de seis meses para a disputa nas urnas, o petista vem registrando um desempenho pior do que outros presidentes que buscavam a reeleição. Nas eleições de 2006, com Lula, 2010 e 2014, quando Dilma Rousseff foi eleita e depois reeleita, os governos petistas sempre chegaram a seis meses da eleição com a aprovação maior do que a reprovação.
Agora, o último levantamento feito pelo Quaest mostra que 51% reprovam o governo Lula 3, enquanto 44% aprovam. Já Jair Bolsonaro, quando tentou a reeleição e não conseguiu, chegou a ter mais de 60% de desaprovação.
ENROLAR O POVO COM O DESENROLA
Nesta semana o governo federal lançou o Novo Desenrola Brasil, programa que busca ajudar famílias, estudantes e pequenos empreendedores a renegociar dívidas, limpar o nome e recuperar o acesso ao crédito.É uma tentativa de se recuperar, com este pacote de renegociação de dívidas, repetindo esse mesmo programa que tentou a fazer no início do mandato, mas o nível de endividamento voltou a subir nos últimos dez meses. Mais uma vez ele irá usar o FGTS para abatimento de débitos e demonstrar que é outra benesse do governo, quando na realidade está apenas liberando uma poupança do próprio trabalhador.
OUTRAS MEDIDAS ELEITOREIRAS
Isenção de Imposto de Renda: Ampliação da isenção para quem ganha até R$ 5.000 por mês.
Auxílio Gás e Combustíveis: Subvenções para conter o preço do gás de cozinha (GLP) e diesel.
Habitação: Ampliação das faixas de beneficiários do programa Minha Casa Minha Vida.
Bolsa Família: Ampliação de benefícios com adicionais de R$ 50 a R$ 150.
Pé de Meia: Programa de incentivo financeiro a alunos do ensino médio, com custos estimados em R$ 12 bilhões.
Risco Fiscal: Analistas alertam que o aumento de gastos pode pressionar a inflação e aumentar a dívida pública, gerando desconfiança econômica.
FIES: Renegociação de dívidas estudantis, com condições conforme o atraso e o perfil do estudante.
Desenrola Empresas: Voltado apenas a micro e pequenas empresas, com foco na substituição de dívidas caras por crédito sem melhores condições. Desenrola Famílias: Voltado à renegociação de dívidas de pessoas físicas, podem participar pessoas com renda de até 5 salários mínimos (R$ 8.105), Dívidas podem ser renegociadas: contratadas até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 90 dias e dois anos, nas modalidades cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal não consignado
FERROU OS AGRICULTORES
O Desenrola Rural também lançado como programa federal “Desenrola 2.0”, tem alcance limitado em relação à regularização de dívidas rurais, contemplando somente parte dos agricultores e pecuaristas. Embora possibilite que produtores inadimplentes possam quitar débitos a curto prazo, a medida tem alcance restrito, não permitindo a regularização de dívidas do setor agropecuário, que atravessa situação crítica. Além disso, o programa não prevê atuação nas causas do endividamento dos produtores rurais.
VALOR ABSURDO DE R$ 100,00! A estratégia é de manter está estratégia por 90 dias, mais próximos das convenções eleitorais e irá permitir que dívidas de até R$ 100 reais, quitadas nos moldes do programa, resultarão em nome limpo imediato. Isto é o PT e suas artimanhas…