É muito provável que ao longo destes tantos anos que escrevo semanalmente neste Impacto por deferência da direção, tenha cometido imprecisões e erros de julgamento, posto que não sou dono da verdade e muito menos da infabilidade.
Todavia, em meu favor, quero expender um argumento defensivo, qual seja, a honestidade de propósito. E dela, amparada pela coerência, procuro não me afastar amparando, pois, minhas colunas na verdade tal qual ela se me afigura.
Esta postura implica em não submeter meus escritos à preocupação com vínculo ideológico ou mesmo simpatias ocasionais e momentâneas. Dito isto, vamos ao fato precípuo: Flávio Bolsonaro tem a obrigação moral, seja como Senador da República, seja como pré-candidato à Presidência da República, de explicar minudentemente seu envolvimento no episódio do Cavalo Negro; porquanto até o momento, o que se me afigura é obscuridade nas explicações e nebulosidade no efetivo envolvimento dos dois filhos de Bolsonaro em relação ao dinheiro havido do banqueiro ladrão, e transferido para uma offshore.
FINANCIAMENTO PRIVADO NÃO É CRIME
Não tenho dúvida de que um financiamento que envolva uma produtora e um banco não configuram uma atividade criminosa, porquanto trata-se de investimento privado que aos olhos da população não desperta interesse maior.
Todavia, a questão em apreço envolve um pré-candidato à Presidência da República, e um irmão deste pré, que é o deputado federal com maior número de votos da história do parlamento brasileiro, que aliás, são filhos de um ex-Presidente da República, cujo maior trunfo sempre foi a moralidade da sua conduta pública.
Não há como tratar desse assunto sem exigir que ele seja submetido ao mesmo grau de transparência que exijo ao longo de minha história de todos os governos, sejam eles ou não.
Lembro por oportuno de minha eterna luta em relação às pedageiras paranaenses e à obscuridade do destino do dinheiro havido do execrado e malfadado – senão criminoso – pedágio imposto ao povo do Paraná.
TERGIVERSAR
Não há como tergiversar: não existe justificativa para nenhum tipo de transparência – e não me venham com a conversa de que o pai de Flávio, Jair, disse ao filho “siga em frente em sua luta”.
Esta pueril manifestação pode servir em conversa de pai para filho, mas aqui a luta implica em derrotar o petismo ladravaz de Lulle. Portanto, a bandeira da moralidade é o diferencial da campanha de 2026, e não pode e nem haverá de ser conspurcada por nenhum nome ou sobrenome, seja ele qual for.
Não há como deixar de exigir que Flávio e Eduardo tragam a lume a maior transparência possível, e que expliquem com profundidade aonde parou a quantia de sessenta e um milhões de reais, destinadas pelo banco de Vorcaro para o financiamento de película.
A produtora, de forma didática, explicou que não recebeu em momento algum nenhum e nem sessenta e um, devolvendo portanto a exigência de explicação à dupla Flávio/Eduardo!
IMPOSIÇÃO
É clara a imposição que a sociedade brasileira faz nesta etapa aos irmãos e a exigência não pode ser minimizada: gente como eu, que me dedico a expor este governo inepto, ladravaz e inconsequente, tem o dever de exigir que esta quantia que corresponde a uma Mega Sena seja objeto de explicação coerente, porquanto patifaria já basta a que é feita com o dinheiro público, no caso das viagens da mulher de Lulle e do próprio Lulle.
É dever de quem quer mudar o Brasil, como nós, exigir de quem teoricamente se candidata em nosso nome, transparência e compromisso com a ética e a honestidade.
OS IDIOTAS

Episódios como esse que supra descrevo oportunizam a beócios idiotizados como Lindembergh, o Lindinho da Odebretch, que tenham a pretensão de vir a público falar em nome da moralidade.Pois bem. Lindembergh não tem estofo moral para cobrar nada de ninguém, e o que me incomoda, aliás, é saber que lhe falta, inclusive, conhecimento científico, pois seja incentivado pelo seu consumo de conhecimento público ou pela sua agora reconhecida ignorância, não se faz de rogado e pede a prisão de Flávio Bolsonaro.
Ora, convenhamos, Linde: se nem você está preso, como pode propor a prisão de Flávio? Vá de retro, guri!
A CANDIDATURA E O TESTE
Evidentemente, a candidatura de Flávio está sendo submetida a seu primeiro grande teste, e por óbvio as redes sociais, que têm um viés mais à direita estão sendo no momento em que escrevo, claramente piedosas em relação a Flávio – o que é perfeitamente explicável em face do alto nível de polarização que é inequívoco nesta etapa.
Imagino que este não será nem o primeiro, nem o definitivo teste ao qual será submetido o ungido de Jair. Todavia, é relevante que a alternativa que a direita brasileira ainda tem seja considerada com seriedade.
Para aqueles que já não tinham Flávio Bolsonaro como primeira opção, as opções de Zema e Caiado deixam transparente a experiência de um e outro, porquanto Zema foi extremamente juvenil e inoportuno, enquanto Caiado mostrou toda a sua experiência, lembrando que o adversário é Lulle e seu governo ladravaz. Todavia, enfatizou que Flávio vive a situação de Calpúrnia, a mulher de César, a quem nunca bastou ser, mas de quem se exigiu permanentemente parecer.
A CONCLUSÃO
A conclusão é inexorável, e não permite flexões ou desvios. Até agora, nem Flávio nem Lulle discutem programas de governo, e entre si a discussão tão somente é sobre moralidade e quem a detém.
Isto posto, é preciso clarificar a exigência a Flávio, porquanto em relação a Lulle, de há muito defendo o fato de que ele é responsável pela dívida de três trilhões imposta ao povo brasileiro.
Para que Flávio seja, portanto, credor da confiança do povo brasileiro, se lhe impõe nesta etapa que demonstre com extrema clareza a lisura do seu comportamento.
A PEDALADA DA BLUSINHA
Tenho cá para mim uma dúvida consistente: o Taxxad em 2024 justificou que impunha ao povo brasileiro a famosa “taxa das blusinhas”. Tal posição defendia o cidadão, decorria da necessidade de proteger a produção da indústria têxtil brasileira.
Remanesce em mim, nesta etapa, uma grande dúvida, que é a legalidade da extinção da dita imposição tributária. Me lembro que o Brasil já cassou a inepta ex-presidente Dilma pelo fato de ter praticado pedalada fiscal, que em resumo é uma renúncia de receita.
Seria, portanto, pertinente imaginar que Lulle, o Mendaz, estaria cometendo renúncia fiscal ao, neste momento, apenas por interesse eleitoral, eliminar essa fonte de recurso? Afinal, se não era necessária, por que então ela foi criada?
Por amor à verdade, é preciso lembrar que a taxa das blusinhas foi criada pela Lei 14902/2024, e que a taxa foi criada por Átila Lira, do PP do Piauí – lembrando que o PP é do Centrão. Portanto, imaginar que a real direita brasileira tenha vínculo com tal taxa é delírio de petista baba-lhe ovo da pior espécie do velho Lulle de guerra…
Na verdade, petista sério é como bunda de cobra: sabemos que existe, mas é muito difícil de ver. Palavras sábias atribuídas a um advogado ligado à alimentação de Lulle, quando em estágio no Presídio em Curitiba.
REGIONAIS
NO REINO DE RATINHO JR.
Em recente almoço testemunhado pelo padrinho Fadel, Guto Silva e Alexandre Curi buscaram acertar ponteiros. Depois que Guto Silva anunciou sua candidatura a senador pelo PSD, o time do Governador parece que tem uma escalação semi-completa, porquanto com a paz selada em relação ao Republicanos regional, há que encontrar um bom nome para a vice-governança.
São muitos os que afirmam que o lugar está reservado para a Sra. Graeml, que já foi aquinhoada pelo bondoso Ratinho Jr, com uma secretaria de Estado.
Como a política reserva surpresas diárias, e comprova que o voar da vaca é uma realidade, de um tudo ainda se pode esperar. O fato é que há poucos dias atrás seria inimaginável o tal almoço entre os supracitados, de tal sorte que daqui a pouco Cristina aparecer abraçada com Alexandre, que a derrotou na eleição municipal, pode ser mais um fato do voar das vacas.
Por certo, a colaboração da Dra. Grasiele, que comigo trabalha, é aplicável visto que, ela afirmou “a política é a arte de fazer as vacas voarem”. Voto com a Relatora!
O TEMPO RUGE
Esta coluna está sendo escrita às 13:28h do dia de “Nosso Senhor Jesus Cristo 14 de maio de 2026”. E a não ser que eu esteja obilubilado, não fui até então informado de nenhuma manifestação do “silêncio dos inocentes”.
Como estou muito perto do Diretório do PL do Paraná, fui até a janela para ouvir um eventual som de tambores, ou alguma mensagem de fumaça. Em verdade, eu vos digo: os inocentes Sérgio Moro e Filipe Barros continuam a manter o seu sepulcral silêncio, inobstante o seu não menos famoso painel em homenagem a Flávio Bolsonaro continue sob feérica iluminação.
O ACERTO DE EDUARDO PIMENTEL
Dia após dia, se configura que o senhor Eduardo Pimentel, Prefeito de Curitiba, acertou plenamente em honrar os votos recebidos e a opção do povo curitibano, portanto, decidindo continuar no honroso cargo para o qual foi eleito.
Creio justo, nesta etapa, parabenizar Eduardo, porquanto temos visto que o oportunismo político tem pavimentado caminhos de açodados, como por exemplo a manifestação de Zema, nesta etapa.
Contudo, é importante lembrar que o respeito ao eleitor e o desejo por ele manifestado nas urnas, em especial em eleições conturbadas, como aliás foi a de Curitiba, é relevante para pavimentar uma trajetória. Não é segredo que fui muito criticado por apoiar Eduardo no pleito de 2024. O bom desempenho e os acertos do alcaide recompensam as críticas sazonais à época recebidas.
A APOSTA DO NOVO
Como seria de esperar, a moçada do partido Novo aqui no Paraná manteve seu figadal apoio a Flávio Bolsonaro, chegando mesmo a criticar o candidato de seu partido, Zema.
Em relação à crítica, eu os apoio, como já escrevi. Todavia, se Zema errou, os do Novo dos Pinheirais, na ânsia de manter sua coligação regional, também erram, porque crítica interna corporis é sempre de uma deselegância e oportunismo atrozes.

ORAÇÃO DE OGIER BUCHI:
A perda de amigos é sempre dolorosa, e são muitos os que tenho perdido recentemente. Meus sentimentos à família do jornalista Pedro Américo e à família do Dr. Paulinho Dalmaz. Amém.