FIM DA LUA DE MEL NA ALEP ? “SOB A BATUTA DE MORO”, O PL ROMPE DE VEZ  COM RATINHO JR. E VIRA O OPOSIÇÃO NA ALEP

FGHDFYYRE

Depois de quase sete anos ocupando espaços estratégicos, cargos e influência dentro da estrutura política do governo Ratinho Junior, o PL começa oficialmente a assumir um novo papel no Paraná: o de oposição ao Palácio Iguaçu.

O movimento, que vinha sendo desenhado nos bastidores desde a filiação do senador Sergio Moro ao partido e do lançamento de sua pré-candidatura ao Governo do Estado, agora ganhou contornos públicos, explícitos e cada vez mais agressivos dentro da Assembleia Legislativa.

O episódio mais recente teve como protagonista o deputado Delegado Jacovós, que passou a exercer, na prática, uma função de desgaste político do governo do PSD dentro do parlamento estadual.

Jacovós protocolou um requerimento para convocar o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara — um dos principais nomes da equipe de Ratinho Junior — para prestar esclarecimentos sobre os cerca de R$ 10 bilhões em investimentos anunciados pelo ex-secretário Guto Silva para convênios com prefeituras do Paraná.

O gesto foi interpretado por deputados governistas como um claro recado político: o PL deixou de atuar como aliado informal do governo e passou a operar como força de pressão e enfrentamento dentro da Alep.

DE ALIADOS A ADVERSÁRIOS ELEITORAIS

Até pouco tempo, o PL integrava o núcleo político mais próximo do governo Ratinho Junior na Assembleia. Parlamentares da legenda acumulavam espaços na máquina estadual, influência em nomeações e interlocução privilegiada no Palácio Iguaçu. Nos bastidores da política paranaense, a leitura predominante era de que a aliança entre PSD e PL caminharia naturalmente para 2026.Mas o cenário mudou completamente após o avanço da pré-candidatura de Sergio Moro ao governo estadual. A entrada do ex-juiz no tabuleiro eleitoral transformou antigos aliados em adversários diretos.                                                        

A reação do governo não demorou.                                                                                                                Deputados do PL   e também do NOVO começaram a perder cargos indicados na estrutura estadual e viram compromissos políticos sendo revistos, incluindo demandas ligadas à liberação de emendas parlamentares.  O clima de desgaste se refletiu na própria Assembleia Legislativa. Durante votações recentes de interesse do Executivo, parlamentares do PL optaram pela abstenção em algumas matérias, numa sinalização clara de afastamento político seguindo votos dos partidos de esquerda como o PT.

JACOVÓS ASSUME LINHA DE ATAQUE CONTRA O GOVERNO

O requerimento apresentado por Delegado Jacovós elevou ainda mais a tensão entre o PL e o governo Ratinho Junior. Na justificativa do pedido, o parlamentar questiona a capacidade financeira do Estado para honrar os cerca de R$ 10 bilhões em convênios anunciados pela Secretaria das Cidades durante a gestão de Guto Silva. O deputado também cita relatos de prefeitos que reclamariam de dificuldades para formalizar os convênios junto ao governo estadual, mesmo após apresentação dos projetos. Nos bastidores da Alep, o movimento foi interpretado como uma tentativa de colocar o governo na defensiva e abrir desgaste político em torno de um dos programas mais explorados pela gestão Ratinho Junior: os investimentos milionários nos municípios.

A iniciativa de Jacovós também passou a ser vista como um teste de força do novo posicionamento político do PL dentro da Assembleia.

GOVERNO TENTA CONTER DESGASTE

Assim que o requerimento foi lido em plenário, o líder do governo, deputado Hussein Bakri, agiu rapidamente para impedir votação imediata da convocação do secretário. A tendência nos bastidores é que o governo tente transformar a convocação em um simples convite, permitindo que Norberto Ortigara escolha data e formato para prestar esclarecimentos.

FIM DA LUA DE MEL

Nos corredores da Assembleia e na entrevista que deu quando reuniu a bancada e a entrada de Flavia Francischini em 06 de abril, Sergio Moro foi claro e direto ao dizer que a bancada iria apoiar o que interessava e se não fosse do interesse da bancada iria agir contra o governo. Uma coisa é notória dentro da ALEP de que a “lua de mel” entre Ratinho Junior e o PL juntamente como o partido NOVO terminou oficialmente. Obviamente que todas estás mudanças ficou clara a barganha de cargos e alguns acertos de secretarias fazia parte da parceria nas votações.

Compartilhe