O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão da divulgação da pesquisa eleitoral realizada pelo instituto AtlasIntel/Bloomberg nesta segunda feira (08)
O Motivo da Ação Jurídica
A decisão atendeu a um pedido liminar do Partido Liberal (PL), partido do senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro. A legenda argumentou que o instituto utilizou “manipulação cognitiva” e indução de respostas contra o parlamentar.
As principais alegações do partido envolvem:
- Uso de técnicas psicológicas: O PL alega que o questionário aplicou estratégias de priming, framing e ancoragem para gerar uma percepção negativa intencional antes das perguntas de intenção de voto.
- Foco no caso Banco Master: O questionário continha perguntas específicas sobre áudios vazados em que Flávio Bolsonaro pedia apoio financeiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para produzir um filme. O PL contestou a falta de perguntas sobre episódios envolvendo o presidente Lula, alegando desequilíbrio. ]
A Defesa da AtlasIntel
O instituto de pesquisa AtlasIntel contestou a decisão e negou qualquer tipo de viés. O CEO e diretores da empresa afirmaram que: [1]
- O levantamento seguiu rigorosos critérios técnicos e metodológicos.
- As perguntas de intenção de voto eram feitas primeiro. O áudio e as perguntas sobre o caso Banco Master só eram apresentados ao final, de forma totalmente separada, em uma ferramenta que mede a reação em tempo real do eleitorado, sem capacidade de alterar as respostas anteriores.
Impacto Político
A pesquisa suspensa indicava uma queda de Flávio Bolsonaro e a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva na corrida presidencial para 2026. Representantes da campanha de Lula criticaram a decisão de Nunes Marques, sob o argumento de que ela abre um “precedente perigoso” e representa uma postura excessivamente intervencionista da Justiça Eleitoral sobre a divulgação de pesquisas no país.