Movimento Pró-Paraná conhece projetos portuários do Estado e visita obras do Moegão

FGYR

A Portos do Paraná recebeu nesta quinta-feira (11), em Paranaguá, representantes do Movimento Pró-Paraná. A comitiva visitou o Palácio Taguaré para conhecer projetos estratégicos desenvolvidos pela empresa pública e acompanhou as obras do Moegão, que estão em fase final de execução.

O objetivo da visita foi acompanhar as ações desenvolvidas pela Portos do Paraná que contribuíram para sete anos consecutivos de crescimento na movimentação de cargas e para a conquista de seis títulos seguidos de melhor gestão portuária do Brasil.

“Recebemos o Movimento Pró-Paraná, formado por personalidades importantes que ajudam a pensar o futuro do nosso Estado. São apoiadores do desenvolvimento da infraestrutura paranaense e parceiros importantes para demonstrarmos o que a Portos do Paraná vem realizando”, afirmou Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da empresa.

MOEGÃO – Garcia guiou a comitiva em uma visita à maior obra portuária em desenvolvimento no Brasil. “Aqui, eles puderam conhecer o Moegão, uma das obras mais transformadoras da infraestrutura ferroviária portuária do País. É um projeto que representa o fortalecimento do modal ferroviário como elemento essencial para manter a competitividade do Porto pelas próximas décadas. Eles puderam sentir o mesmo orgulho que nós, da Portos do Paraná, sentimos desde o início dessa obra”, acrescentou.

Luis Roberto Dantas Bruel, coordenador do Conselho de Infraestrutura do Movimento Pró-Paraná, ressaltou que o Moegão trará ganhos logísticos e macroeconômicos para todo o Estado. “Entendemos que o Moegão representará um grande salto na capacidade de movimentação de cargas e no carregamento dos navios. Isso terá reflexos positivos em toda a economia do Paraná”, afirmou. “Para nós, do Pró-Paraná, é uma satisfação ver a conclusão de uma obra para a qual o Movimento colaborou de alguma forma”.

O vice-presidente do Movimento Pró-Paraná, Mario Pereira, destacou a complexidade da obra e os benefícios futuros para a logística ferroviária. “É uma obra fantástica. Descemos ao subsolo e fiquei impressionado com a grandiosidade da engenharia envolvida. Além disso, a elevada capacidade de recepção do Moegão impulsionará o desenvolvimento ferroviário do Estado”, disse.

Outro integrante da comitiva, Nelson Costa, superintendente da Federação das Cooperativas do Paraná (Fecoopar), também ressaltou os ganhos proporcionados pelo Moegão, tanto na logística quanto na redução de custos operacionais. “Eu tive a oportunidade de visitar, no ano passado, os portos de Londres e Amsterdã e não vi nada parecido. Temos a expectativa de iniciar em breve as operações dos terminais das cooperativas, que estão realizando as obras de interligação ao sistema. Para as cooperativas, essa estrutura é fundamental”, destacou.

CANAL DE ACESSO – Garcia também apresentou ao Comitê de Infraestrutura do Movimento Pró-Paraná o histórico que culminou na concessão do Canal de Acesso ao Porto de Paranaguá e fez um retrospecto dos investimentos realizados pela atual gestão no canal de navegação, que contribuíram para que os portos paranaenses alcançassem a marca histórica de 73,5 milhões de toneladas movimentadas em 2025.

Ele lembrou que, entre 2019 e 2025, houve uma evolução significativa do calado operacional (profundidade disponível para os navios) nos 24 berços de atracação do Porto de Paranaguá, que passaram a operar com até 13,3 metros de profundidade disponível para os navios, permitindo o embarque de volumes maiores por embarcação.

Para alcançar esse resultado, a Portos do Paraná investiu aproximadamente R$ 630 milhões em dragagens, aprofundamento do canal e derrocagem. Entre 2011 e 2018, o calado operacional dos berços variava entre 9,5 e 12,5 metros.

Com a concessão do canal de acesso, o calado operacional poderá atingir 15,5 metros. Cada metro adicional de calado representa aproximadamente 7 mil toneladas a mais de granéis vegetais por navio ou cerca de 500 contêineres.

Garcia destacou que a elaboração do projeto de concessão foi liderada pelas equipes técnicas da Portos do Paraná em conjunto com órgãos federais. “A nossa expertise garantiu as condições técnicas e operacionais necessárias para assegurar o desenvolvimento futuro dos portos paranaenses”, pontuou.

Outro aspecto destacado durante a apresentação foi o retorno financeiro previsto com a concessão. A concessionária que assumirá a operação em setembro deste ano garantirá à Portos do Paraná uma remuneração anual de R$ 83 milhões, além de 3% da receita bruta.

O presidente do Movimento Pró-Paraná, Marcos Domakoski, reconheceu os avanços obtidos pela Portos do Paraná nos últimos anos. “Não se pode esperar resultados diferentes fazendo sempre as mesmas coisas. E realmente vocês estão fazendo a diferença ao alcançar resultados tão expressivos”, concluiu. “Nossa proximidade se acentuou com a dragagem das pedras Palanganas e a concessão do canal de acesso, que representou uma grande conquista. O Porto realmente ousou e avançou, e agora estamos acompanhando os resultados e os recordes alcançados”.

PRÓ-PARANÁ – O Movimento Pró-Paraná (MPP) é uma entidade de integração e relações institucionais criada em 2001 pelo jornalista e advogado Francisco Cunha Pereira Filho. Sem fins lucrativos, tem como objetivo integrar os interesses dos diversos segmentos da sociedade paranaense junto aos poderes constituídos, buscando soluções que promovam o desenvolvimento social, cultural e econômico do Estado.O Movimento Pró-Paraná participou das discussões relacionadas ao Moegão desde as fases iniciais do projeto. A entidade produziu notas técnicas que contribuíram para o aprimoramento da proposta e acompanha a execução das obras desde o início.

Em dezembro de 2024, representantes do Movimento participaram de uma visita técnica ao empreendimento ao lado do governador Ratinho Junior e do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. Além disso, desde 2023, o Comitê de Infraestrutura do Movimento Pró-Paraná e o Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) promovem debates sobre melhorias da infraestrutura do litoral paranaense, incluindo as obras do Moegão.

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