Denúncia de rachadinha: Troca de acusações entre Renato Freitas e Ricardo Arruda marca sessão da ALEP

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Parece capítulo de novela as brigas na Assembleia Legislativa entre os deputados estaduais Renato Freitas (PT) e Ricardo Arruda (PL) que partem sempre para um acalorado confronto verbal. Nesta semana o embate ocorreu poucas horas após a Justiça do Paraná aceitar uma denúncia apresentada pelo Ministério Público contra a esposa de Arruda e três ex-assessores ligados ao seu gabinete por supostos crimes de concussão e lavagem de dinheiro em um caso investigado como rachadinha. Durante discurso na tribuna, Renato Freitas comentou a decisão judicial e criticou parlamentares que, segundo ele, utilizam discursos em defesa da família, da religião e da moralidade pública, mas acabam envolvidos em investigações por suspeitas de irregularidades. Ao citar o caso, o deputado petista mencionou a denúncia do Ministério Público e levantou questionamentos sobre a evolução patrimonial do colega de plenário.

A manifestação provocou reação imediata de Ricardo Arruda, que ocupou a tribuna para responder às acusações. O parlamentar afirmou que construiu seu patrimônio ao longo de décadas de atuação no setor financeiro e empresarial e negou qualquer envolvimento em práticas ilegais.

O momento mais tenso da sessão ocorreu quando Arruda elevou o tom das críticas ao adversário político, acusando-o de agir de forma leviana e ofensiva. A discussão teve como pano de fundo a decisão do juiz Peterson Cantergiani Santos, da 2ª Vara Criminal de Curitiba, que recebeu a denúncia oferecida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Além da esposa do deputado, Patrícia Miranda Arruda Nunes, também se tornaram réus três ex-servidores ligados ao gabinete parlamentar. Na mesma decisão, o magistrado determinou o afastamento do servidor Bruno Palazzo da Silva relativa a denúncia, os fatos teriam ocorrido entre 2018 e 2023 e o desvio de aproximadamente R$ 132,8 mil.

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