O pré-candidato ao Governo do Paraná pelo PSD, Sandro Alex, participou nesta terça-feira (30) de um encontro com executivos da Associação das Emissoras de Radiodifusão do Paraná (Aerp) e defendeu a continuidade das grandes obras na gestão estadual para manter o ciclo de investimentos privados e a expansão da economia.
Ele também apresentou um panorama do momento atual das obras e relembrou os desafios do passado, com o encerramento do Anel de Integração e seus escândalos e projetos travados. “O Governo do Paraná conseguiu executar mais de R$ 30 bilhões em obras nos últimos anos porque fez a lição de casa, cortou gastos e separou recursos para logística como prioridade. E vamos manter esse ritmo, o Paraná passou o Rio Grande do Sul e pode avançar ainda mais nos próximos anos se mantivermos essa prioridade”, afirmou.
Ele também descreveu o cenário de transformação. “Quando cheguei na Secretaria da Infraestrutura e Logística os computadores estavam apreendidos em operações, tinha o escândalo de corrupção do Anel de Integração e poucos recursos para trabalhar. Nós fizemos uma revolução, inclusive recuperando obras prometidas no passado e obrigando empresas a executarem. Além disso, contratamos projetos de obras para preparar o futuro e desenhamos uma modelagem para investimentos estaduais, com rodovias de concreto, e no novo pacote de concessões, contratando mais de R$ 80 bilhões em obras para os próximos 30 anos”, afirmou.
“Com esse modelo teremos uma das melhores malhas viárias do País, o que é fundamental para atrair novos investimentos privados, e também tiramos do papel grandes sonhos, como a Ponte de Guaratuba, a Ponte da Integração em Foz do Iguaçu e inúmeras duplicações, como Rodovia dos Minérios e todo o eixo central, de Guarapuava até Pitanga”, complementou.
Ele também afirmou que o Governo do Estado tem outros grandes projetos em andamento. “Teremos a nova ponte entre Paraná e Mato Grosso do Sul, já anunciada pelo governador Ratinho Junior, a duplicação integral da BR-277, a duplicação da PR-323 até Guaíra, novas conexões no Interior, o Viaduto do Orleans e o Viaduto do Jardim Botânico em Curitiba. Nós apostamos nesse modelo de infraestrutura que também leva mais segurança e conforto para a população”, afirmou.
Porto em expansão
Sandro Alex também citou o crescimento do Porto de Paranaguá, fundamental para suportar a expansão do agronegócio. Em 2025, os portos paranaenses movimentaram 73,5 milhões de toneladas de cargas, registrando o maior volume da história e o maior crescimento percentual entre os portos brasileiros. Entre os principais produtos embarcados estiveram justamente itens do agronegócio, como soja, milho, açúcar, óleos vegetais e madeira.
Sandro Alex ressaltou que esse desempenho também é resultado de investimentos estruturantes realizados nos últimos anos. Durante sua gestão na Seil, os portos paranaenses concluíram o arrendamento de todas as áreas operacionais antes ociosas, ampliando a capacidade de movimentação de cargas e atraindo novos investimentos privados.
O período também foi marcado pela estruturação do leilão do Canal da Galheta, primeiro projeto do gênero no Brasil, que garantirá investimentos de R$ 1,23 bilhão para modernizar e aprofundar o principal acesso aquaviário aos portos de Paranaguá e Antonina, permitindo a operação de embarcações maiores. Outra obra estratégica foi a construção do Moegão Ferroviário de Paranaguá, que deverá ser concluído nas próximas semanas e ampliará significativamente a capacidade de escoamento ferroviário do complexo portuário.
“Os Portos do Paraná estão preparados para o aumento da produção agropecuária. Nosso objetivo sempre foi preparar o Estado para o futuro, eliminando gargalos logísticos e garantindo que o produtor rural tenha cada vez mais competitividade para acessar os mercados internacionais”, disse Sandro. “No passado havia filas de caminhões chegando em Curitiba e Ponta Grossa. Hoje temos desenvolvimento e agilidade”.
Apoio ao setor
Sandro Alex também relembrou sua atuação na radiodifusão paranaense nos últimos anos como deputado federal. Ele trabalhou ao lado do segmento em Brasília para a defesa dos interesses da comunicação e também é autor do projeto de lei que impõe a obrigatoriedade de celulares fabricados ou montados no Brasil possuírem receptor de rádio FM.
“Eu nasci no rádio e minha família se consolidou em torno dele. Eu sempre defendi os interesses da radiodifusão e das emissoras de televisão e vamos continuar defendendo essas causas. O Paraná é referência nacional em comunicação. Nosso projeto defende os interesses do Paraná e dos paranaenses acima de todas as coisas. É isso que vamos defender”, afirmou.