Quando assumiu o terceiro mandato, em 2023, o presidente Lula prometeu colocar novamente os pobres no orçamento e reduzir a desigualdade. Passados mais de três anos, o cenário mostrado pelos registros do CadÚnico segue na direção oposta: o número de pessoas em situação de rua cadastradas praticamente dobrou, saltando de 198,7 mil para 392,4 mil. Enquanto o governo investe na famosa farra publicitária de Sidônio Palmeira do SECOM de Brasília, com anúncios e sucessivos lançamentos de programas sociais que não saem do papel, a realidade nas ruas continua se agravando. O discurso de combate à pobreza ainda não se traduziu em resultados capazes de conter o avanço da população em situação de rua.
As políticas públicas adotadas desde 2023 não conseguiram produzir os efeitos prometidos e está escancarado que o governo Lula priorizou a propaganda em detrimento de ações efetivas para enfrentar um dos mais graves problemas sociais do país. Para quem esperava uma redução da pobreza, os números apresentados pelo próprio Cadastro Único representam um duro revés para o discurso oficial.
MENDIGOS DOBRARAM NAS CIDADES!
Dados da base federal mostram que o total passou de 198,7 mil pessoas, em dezembro de 2022, para 392,4 mil em junho de 2026, um crescimento de 97,4%, equivalente a mais 193,6 mil registros. Desde janeiro de 2023, a média de novos registros foi de aproximadamente 4,6 mil pessoas por mês. Entre 2019 e 2022, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), essa média era de cerca de 2 mil novos registros mensais.
PLANO FEDERAL NÃO FUNCIONOU

Em dezembro de 2023, o governo federal lançou o Plano Nacional Ruas Visíveis, com investimento inicial de R$ 982 milhões, visando ampliar o atendimento à população em situação de rua.Na época do lançamento, o CadÚnico registrava 262,5 mil pessoas nessa condição. Desde então, outros 130 mil registros foram incorporados à base de dados.
O governo também adotou medidas para ampliar o acesso dessa população aos programas sociais. Em julho de 2025, uma portaria passou a incluir famílias com pessoas em situação de rua entre os grupos prioritários para ingresso no Bolsa Família em outra jogada eleitoreira mas que não rendeu resultados a um governo de improviso e de gastança como é o do PT, afundado em uma dívida pública exorbitante.
O MAPA DO FRACASSO NOS PROGRAMAS SOCIAIS!
Embora os maiores contingentes continuem concentrados nos estados do Sudeste, o crescimento proporcional mais acelerado ocorreu na Região Norte. O número de pessoas em situação de rua cadastradas na região passou de 4,9 mil, em janeiro de 2023, para 22,8 mil em junho de 2026, representando alta de 367%.O Nordeste apresentou crescimento de 109%, enquanto o Sudeste registrou aumento de 85%, o Sul de 83% e o Centro-Oeste de 79%.Entre os estados, Roraima apresentou a maior expansão proporcional. O total de pessoas em situação de rua cadastradas saltou de 1.460 para 10.162, quase sete vezes mais em pouco mais de três anos. Rondônia também registrou forte crescimento, de 450%.
Já São Paulo permanece como o estado com o maior número absoluto de pessoas em situação de rua cadastradas no país e registrou aumento de 88% no período analisado.
OS DADOS REFORÇAM QUE A SITUAÇÃO DA POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA QUE O PT DEIXOU NESTES TRÊS ANOS E MEIO DE MANDATO.