Velhos episódios costumam voltar ao debate em período eleitoral. E um deles reapareceu nas últimas semanas, justamente quando o ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca (MDB) ainda não definiu que rumo irá tomar nas eleições de 2026 com relação ao seu vice e o apoio do seu partido.
Com a convenção estadual do MDB marcada para o próximo dia 2 e sem sinais claros de um posicionamento, os bastidores voltaram a ser movimentados por comentários sobre a proximidade do ex-prefeito com lideranças do PT, especialmente com Roberto Requião e Requião Filho, que hoje estão no PDT.
Ao longo dos últimos anos, Greca nunca escondeu sua boa relação institucional com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem fez elogios públicos em diferentes ocasiões, sobretudo após os processos eleitorais.
Durante suas visitas aos bairros no tempo da prefeitura era costume assistir discursos elogiosos ao presidente do PT e , em um deles após a ida de Lula a ONU, Greca afirmou “que o Brasil precisava de paz social e prosperidade e elogiou ações do governo federal, demonstrando apreço pelo trabalho desenvolvido pelo presidente Lula e toda tropa que comanda o país”.
O vídeo repercutiu nas redes sociais e acabou gerando desconforto entre integrantes da prefeitura e dos companheiros de partido. Nos bastidores, a avaliação era de que as declarações de Greca são sempre surpreendentes e de agora em diante podem causar para ele mesmo um verdadeiro desgaste eleitoral. O MDB se realmente confirmar o nome de Greca ao governo vai ter que passar a monitorar todo e qualquer evento com o candidato entusiasmado.
Com toda está indefinição de candidatos e vices ainda circulam nos meios políticos informações de que o ex-prefeito chegou a ser sondado por partidos da federação liderada pelo PT, dentro de cenários projetados para um eventual segundo turno das eleições de 2026.
FRASE QUE AINDA É LEMBRADA DESDE 23/09/2016
Nas redes sociais e em conversas nos bairros, um episódio ocorrido há cerca de dez anos continua sendo lembrado por parte da população. Não são poucos os que ainda fazem referência à declaração que ficou conhecida pela expressão relacionada ao “cheiro de pobre”, perguntando:
“Não foi esse cidadão que fez aquela declaração sobre o ‘cheiro de pobre’?”