Leilão da concessão da estrada  São Paulo e Curitiba (BR-116) será realizada na quinta-feira

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Está marcado para a próxima quinta-feira (23), na B3, em São Paulo, o leilão da concessão do trecho da BR-116 entre São Paulo e Curitiba, conhecido como Rodovia Régis Bittencourt. Considerada um dos principais corredores logísticos do país, a rodovia liga o Sudeste à Região Sul e registra intenso fluxo de veículos de carga e passageiros.

De acordo com informações ainda não confirmadas oficialmente, pelo menos cinco empresas demonstraram interesse em disputar a concessão.

O novo contrato prevê investimentos de aproximadamente R$ 7 bilhões ao longo da concessão, destinados à ampliação da capacidade da rodovia, melhorias operacionais e intervenções na Serra do Cafezal, um dos trechos mais críticos da estrada devido aos frequentes gargalos logísticos.

Além das obras de modernização, o edital também prevê redução nas tarifas de pedágio em relação ao modelo atual.

Critério de disputa

O vencedor do leilão será definido pela empresa que oferecer o maior desconto sobre a tarifa básica de pedágio, estabelecida em R$ 0,05912 por quilômetro em pista dupla.

Além da proposta tarifária, a concessionária vencedora deverá desembolsar R$ 120 milhões para a aquisição da concessão.

Corredor estratégico

A futura concessionária será responsável pela administração de aproximadamente 383 quilômetros da BR-116, assumindo compromissos de manutenção, conservação, ampliação da capacidade da rodovia e implantação de melhorias voltadas à segurança viária durante toda a vigência do contrato.

A Régis Bittencourt é considerada estratégica para a economia brasileira por conectar importantes polos industriais e centros de distribuição dos estados de São Paulo e Paraná. Diariamente, milhares de caminhões utilizam a rodovia para o transporte de alimentos, combustíveis, insumos industriais e demais mercadorias, tornando a via fundamental para a logística nacional.

A expectativa é que a nova concessão permita aumentar a fluidez do tráfego, reduzir o tempo de viagem, melhorar as condições de segurança e ampliar a capacidade operacional da rodovia, especialmente nos trechos de maior movimento e nas áreas de serra.

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