O PSB do Paraná pode protagonizar uma reviravolta antes do encerramento do prazo das convenções partidárias, previsto para o dia 5 de agosto. A decisão da direção estadual de não participar da disputa pelas chapas majoritárias provocou forte insatisfação em diferentes setores da legenda e abriu uma disputa interna sobre os rumos do partido nas eleições de 2026.
Após a reunião realizada em Brasília entre o pré-candidato ao Governo do Paraná, Requião Filho (PDT), a pré-candidata ao Senado, Gleisi Hoffmann (PT), e o vice-presidente da República e presidente nacional do PSB, Geraldo Alckmin, ganharam força as articulações para que o partido no Paraná siga a mesma estratégia adotada nacionalmente, integrando a frente de centro-esquerda que apoia a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Nos bastidores, dirigentes ligados ao movimento sindical, lideranças históricas do PSB e integrantes da ala que defende maior protagonismo da legenda trabalham para que o partido componha a chapa majoritária no Paraná, indicando o candidato a vice-governador de Requião Filho. O entendimento desse grupo é de que o PSB deve reproduzir, no Estado, a aliança nacional entre Lula e Geraldo Alckmin, fortalecendo a unidade do campo político que sustenta o governo federal.
Entre os nomes mais lembrados para ocupar a vaga de vice-governador estão o senador Flávio Arns, ex-vice-governador do Paraná e uma das principais lideranças do PSB, e o ex-ministro da Saúde Alceni Guerra, reconhecido por sua experiência administrativa e pelo bom trânsito entre diferentes correntes políticas.
A disputa, entretanto, vai além da composição eleitoral. Integrantes do partido questionam os encaminhamentos da convenção estadual e defendem que a direção nacional revise a decisão tomada no Paraná. Caso não haja uma solução política construída entre as instâncias estadual e nacional, cresce a possibilidade de o impasse ser levado à Justiça Eleitoral, com a judicialização das decisões relacionadas à convenção partidária.
Com isso, o cenário permanece indefinido. Até o prazo final das convenções, o PSB poderá manter a posição de neutralidade adotada pela direção estadual ou integrar oficialmente a frente formada por PDT, PT, PV, PCdoB, Rede e demais partidos aliados do presidente Lula, alterando significativamente o desenho da disputa pelo Governo do Paraná e colocando o partido no centro das negociações para a formação da chapa majoritária.
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