IMPÉRIO GURGACZ VAI BANCAR CAMPANHA  DE GLEISI (PT) AO SENADO NO PARANÁ?

GFDGR

A definição do empresário Assis Gurgacz Neto como primeiro suplente da candidata ao Senado Gleisi Hoffmann (PT) reforça uma prática cada vez mais comum na política brasileira: a escolha de suplentes que reúnem elevado patrimônio, influência econômica e capacidade de financiar campanhas eleitorais. 

Embora a indicação seja apresentada como resultado de uma articulação entre PT e PDT no Paraná, nos bastidores a leitura é de que o fator financeiro também pesa na composição da chapa. Assis Gurgacz Neto integra um dos maiores impérios tradicionais do Estado, ligada ao grupo Eucatur e à Fundação Assis Gurgacz (FAG), o que amplia o potencial de apoio político e de arrecadação para a campanha.

A escolha chama ainda mais atenção porque o convite inicial foi feito ao empresário Assis Gurgacz, fundador do grupo, que recusou retornar à vida pública e indicou o neto para ocupar a vaga de suplente e o interessante que a Gleisi já aceitou mesmo sendo o neto do indicado.

O episódio reacende uma velha discussão sobre as suplências no Senado. Em vez de privilegiar lideranças com trajetória política ou representatividade popular, os partidos frequentemente recorrem a empresários e grandes investidores, fortalecendo a percepção de que a condição financeira se tornou um dos principais critérios para ocupar um posto que pode, eventualmente, transformar um suplente em senador da República sem receber um único voto direto para o cargo.

VAGA DO SENADO NO COLO:

Caso Gleisi Hoffmann seja eleita e volte a ocupar um ministério em um eventual novo governo Lula, será justamente seu suplente, o tal de Neto Gurgacz, quem assumirá a cadeira no Senado, demonstrando a importância estratégica — e política — dessa escolha.

Nesta linha de raciocínio de empresários ricos como suplentes já tivemos Álvaro Dias com Joel Malucelli e também com Wilson Mattos da Universidade UNICESUMAR. Nas outras linhas de suplentes o mais cobiçado por um bom tempo foi Wilson Picler da UNINTER, que já foi cogitado para suplente do próprio Álvaro, do Filipe Barros e da Cristina Graeml.

ALGUÉM ACREDITA QUE A GLEISI ESCOLHEU UM MILIONÁRIO SÓ PELA IDEOLOGIA?

Compartilhe