Mais uma narrativa de vitimização emprenhada nesta turma do PT é usada pela primeira dama Janja da Silva. A declaração de que a fama de “gastadeira” seria resultado de “misoginia pura” parece mais uma tentativa de desviar o foco da discussão do que enfrentar a questão principal. A polêmica não surgiu por ela ser mulher, mas pelo uso de recursos públicos, pelas viagens oficiais e pela cobrança de transparência sobre suas atividades. Janja faz essas afirmações com intuito de ludibriar pobre e se fazer de perseguida por quem fala e mostra as verdades de uma pessoa esbanjadora e sem limites com cartões corporativos pagos pelo povo e com sigilo.
Em uma democracia, qualquer autoridade ou pessoa que exerça função pública — ainda que não ocupe um cargo eletivo — está sujeita ao escrutínio da sociedade. Questionar despesas, deslocamentos, estrutura utilizada e resultados de agendas oficiais não é, por si só, um ataque às mulheres. É um princípio básico da fiscalização dos gastos públicos.
Ao atribuir todas as críticas à misoginia, a primeira-dama acaba ignorando um debate legítimo sobre transparência e prestação de contas.