O caso envolvendo ex-funcionários do gabinete do deputado estadual Ricardo Arruda (PL) ganhou um novo e incômodo capítulo. Dois ex-servidores manifestaram à Justiça interesse em celebrar um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP). Para que o acordo seja firmado, a legislação exige, entre outros requisitos, a confissão formal e circunstanciada da infração penal. Os ex-funcionários são acusados pelo Ministério Público do Paraná de participação em um suposto esquema de “rachadinha”, que teria ocorrido entre 2018 e 2023 e movimentado aproximadamente R$ 132,8 mil. Segundo o MP, parte dos recursos teria passado por saques, transferências e até compra de moeda estrangeira, posteriormente entregue em espécie ao parlamentar. As acusações ainda dependem de julgamento. Arruda não é réu neste processo específico, embora seja alvo de outro procedimento decorrente das investigações, que tramita sob sigilo no Tribunal de Justiça do Paraná. Ele nega irregularidades e classifica as acusações como infundadas. O detalhe que chama atenção é que os ex-servidores anteriormente haviam recusado o ANPP e agora mudaram de posição.
ARRUDA PODE PREPARAR AS FRALDAS, PORQUE, SE OS ACORDOS AVANÇAREM E COMEÇAREM AS CONFISSÕES, PODE VIR COISA PESADA PELA FRENTE.