COLUNA MANO PREISNER: PALPITES ALEATÓRIOS SOBRE A DISPUTA ESTADUAL

REQEE

Candidaturas oficializadas junto ao Tribunal Regional Eleitoral, marqueteiros contratados para orientar os discursos de acordo com o que o povo quer ouvir, cabinhos eleitorais aguardando ansiosamente os caraminguás e os sandubas, imprensa marrom tentando viabilizar os acertos para emitir opiniões “imparciais”, chegou a hora de colocar os carros na pista.

Em 45 dias, veremos quem continua na luta para assumir os cargos de governador e de presidente, no Brasil atualmente dividido, e que vai, ganhe quem ganhar, continuar dividido.

Quem vai comandar o Paraná?

  1. As pesquisas mostram que Sérgio Moro tem, neste início, a maior intenção de voto. Ídolo nacional, teve o auge de seu prestigio há 10 anos, quando, no final de 2016, coordenou um Acordo de Leniência entre o MPF e a empreiteira Odebrecht, trazendo o maior ressarcimento (de parte dos roubos) da história do país. De lambuja, as denúncias dos executivos da empresa, referendadas por muitos outros empresários, possibilitaram a prisão de dezenas de políticos corruptos. Moro era um ídolo mundial quando começou a trocar os pés pelas mãos: influenciado por Deltan Dallagnol, abusou do cargo, prendeu inocentes, agrediu a Constituição pressionando os ladrões além das quatro linhas; apoiou um absurdo pedido de criação de um Fundo de R$ 2.5 Bilhões, a ser administrado pela própria Lava Jato. Quando aceitou ser subordinado de Jair Bolsonaro, mostrou que como político era inferior ao juiz. Opino que ele não tinha dimensão do seu tamanho, naquele momento. Sua experiência como administrador é zero. Mesmo sofrendo pesado ataque do “sistema” que comandava a corrupção, jamais foi acusado de qualquer ilícito.
  2. A candidatura de Sandro Alex nasceu a fórceps quando o nome preferido, o amigo pessoal Guto Silva, não recebeu apoio da maioria da base que seguia Ratinho Júnior. O outro nome que disputava o apoio do dono da escolha, o Ratinho, era Alexandre Curi, nome obvio, porque carregava centenas de prefeitos e lideranças do interior, além do prefeito da capital, o detentor do maior futuro político do estado, Eduardo Pimentel. Aliás, registre-se que não foram poucas as pessoas que opinaram, quando Alexandre não foi escolhido, que o governador não tinha interesse em “fazer” seu sucessor. Sobrou, como sabemos, para Sandro Alex, deputado federal de vários mandatos, levado por Ratinho para a Secretaria de Infraestrutura e Logística, onde distribuiu bilhões de reais aos municípios. Seu maior defeito é ser mais conhecido entre a classe política que entre os eleitores. Sua vantagem é ter o nome absolutamente limpo, sem acusações vindas de pessoas sérias. Seu crescimento é considerado inevitável, poule de dez. Onde pode chegar, não tem como prever.
  3. Mauricio Requião Filho é deputado estadual de três mandatos, sem grande destaque. Não são conhecidas leis de sua autoria que beneficiaram a população. Apresentou até agora boa performance nas pesquisas, devido ao apoio das esquerdas lulistas, que não encontraram no PT um candidato ideal. É o candidato, segundo essas pesquisas, com maior taxa de rejeição, que ultrapassa os 50% do eleitorado. Como é um jovem educado, surpreendentemente comedido nas críticas, atribui-se a rejeição ao legado do seu pai, Roberto Requião, que construiu uma bela carreira política com base nas ofensas e ironias contra adversários, que transformava em inimigos pessoais. Mauricio não tem acusações de ilícitos, mantém o nome limpo. Aumentaria sua votação caso comprovasse para o eleitorado que “puxou” a mãe ao invés do pai.

CRESCIMENTO NATURAL

Pelo andar da carruagem, o Paraná terá um senador de cada lado do Brasil polarizado.

Esquerda e direita vão emplacar Gleisi Hoffmann e Alexandre Curi, respectivamente. Nenhuma novidade: correndo sozinha na raia da esquerda, Gleisi já era uma das favoritas desde o início das conversas políticas no estado. Do outro lado, a estrutura gigantesca do Alexandre Curi, semeada, adubada e regada ao longo de anos de convivência com lideranças do estado todo, quando usou sua força na Assembleia Legislativa para distribuir benefícios a centenas de municípios, claro que lhe daria alicerce para enfrentar os pesos pesados que surgissem na disputada como adversários.

Com a desistência do Álvaro Dias, e a quase certa inelegibilidade do Deltan Dallagnol, o prognóstico se transformou em certeza. O crescimento das intenções de votos demonstrado nas últimas pesquisas mostra claramente, já no início da campanha, que essa é a tendência.

O que pode mudar essa situação é uma imprevisível concentração de segundos votos em um candidato que seja simpático aos dois lados. Como esse perfil não está claro no Paraná, teremos uma divisão entre Dr. Rosinha, pela esquerda, e Felipe Barros, pela direita.

E de onde tirei a opinião de que o Deltan vai ser barrado? Da análise da pressão que a escória do STF está sofrendo, e que, em caso de aumento do número de senadores direitistas, vai culminar com a cassação de, no mínimo, um dos ministros, para apaziguar um pouco o país. Deltan seria mais um risco para os favoritos ao impeachment. Por isso, duvido que permitam sua candidatura.

PARANHOS: NOVAS DENÚNCIAS DO SECRETÁRIO DO RATINHO

A imprensa da capital está mostrando que os gastos da Secretaria de Turismo do estado, após a posse do Paranhos, aumentaram em quase 500%, de um ano (2025) para outro, 2026, ano eleitoral.

Duas observações sobre a denúncia, na Justiça Estadual, no Tribunal de Contas e no Ministério Público do Paraná:

1-Dos 364 contratos feitos na época do Paranhos, do Márcio Nunes e do atual secretário, 351 foram feitos pelo valor exato de R$ 5.000,00. Tremenda coincidência.

2-Em 2025 foram gastos menos de R$ 10 milhões em 12 meses. Com o Paranhos e seus companheiros, o valor subiu para mais de 45 milhões, em apenas seis meses.

Ratinho não foi citado na denúncia, mas pode se incomodar no futuro. Não foi por falta de aviso…

          SEXO COM CUSTO MENOR PARA BAIXAS RENDAS

As garotas de programa, acompanhantes, cortesãs, ou se preferir em inglês, para ficar mais chique, working girls, têm em comum uma característica muito bonita: são generosas, humanas. Tenho pouca prática no lance, mas acho muito difícil encontrar uma GP miserável, raivosa. Eis que, sensibilizadas com a grave crise que alcança milhões de brasileiros, derivadas da política econômica maluca do governo Lula, algumas decidiram ajudar a população promovendo campanhas que permitam o acesso de pessoas mais humildes a alguns momentos de alegria em ocasiões especiais. Tem campanha de todo tipo: aniversariante tem direito a replay, rapidinhas em pé tem desconto e custam uma bagatela, jornalistas podem fazer permuta, etc…

A Jenifer, da foto, é uma dessas caridosas jovens que, bondosamente, participa da campanha de inclusão dos pobres na parceria com a mais antiga das profissões.

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