O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), estaria avaliando o apoio de integrantes da Corte para tentar abrir uma investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e possíveis conexões com o chamado caso Master.
Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, Mendonça teria considerado graves as novas revelações sobre a atuação de Moraes no episódio, especialmente diante de informações de que o ministro teria recorrido à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal (PF) em favor de medidas de proteção para Daniel Vorcaro, ex-banqueiro preso em Brasília.
A movimentação, de acordo com a reportagem, ainda estaria nos bastidores. Mendonça buscaria conversar com outros ministros antes de formalizar a questão junto ao presidente do STF, Edson Fachin.
Outro ponto que entrou no radar é o contrato de R$ 129 milhões envolvendo o escritório da esposa de Moraes, Viviane Barci, e o Banco Master. As informações levantadas apontam que Moraes teria participado de discussões relacionadas ao contrato, o que passou a ser considerado mais um elemento a ser esclarecido.
Nos bastidores do STF, a disputa por votos também já começa a ser especulada. Moraes teria apoio de Cristiano Zanin, Flávio Dino e Gilmar Mendes, enquanto Mendonça contaria, em tese, com Edson Fachin, Nunes Marques e Luiz Fux.
Cármen Lúcia aparece como voto ainda indefinido, enquanto a eventual participação de Dias Toffoli também é cercada de dúvidas, já que o ministro teve seu nome relacionado ao caso Master. Nesse cenário, ele poderia avaliar a possibilidade de se declarar impedido, caso a questão chegue ao plenário.
O episódio coloca o STF diante de uma situação delicada: um ministro da própria Corte buscando apoio para que outro ministro seja alvo de uma investigação formal. A eventual abertura do procedimento dependeria da apreciação do próprio Supremo, tornando a disputa ainda mais sensível dentro da Corte.