Uma verdadeira guerra das pesquisas tomou conta do Paraná nos últimos 30 dias e a tendência é que ela se intensifique ainda mais nas próximas semanas, com a aproximação do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
Os militantes de cada partido escolhem o levantamento que mais lhes convém e comemoram os números que favorecem seus candidatos. A disputa chega ao ponto de algumas pesquisas serem encomendadas ou financiadas pelos próprios partidos, o que naturalmente alimenta ainda mais a discussão sobre os resultados e a forma como eles são interpretados.
No meio dessa guerra de números está o eleitor paranaense.
O IMPACTO PR. foi conferir os índices de eleitores que não declararam preferência por nenhum candidato nas oito pesquisas relacionadas abaixo. A média dos percentuais apresentados chega a 55,7%.
É um número expressivo!
Mas é importante fazer uma ressalva: essa média não significa que 55,7% dos 8,6 milhões de eleitores do Paraná estejam necessariamente indecisos. Trata-se da média dos percentuais de cada levantamento, realizados com amostras diferentes e em momentos diferentes da corrida eleitoral.
Ainda assim, o dado revela algo importante: que mais de 4,6 milhões de eleitores ainda não cristalizou sua escolha.
E isso muda completamente a leitura das pesquisas.
HORÁRIO ELEITORAL PODE AJUDAR OS INDECISOS
A pesquisa espontânea, aquela em que o entrevistado não recebe uma lista de nomes é especialmente reveladora. É quando o eleitor precisa lembrar espontaneamente em quem pretende votar e os índices de indecisão costumam ser muito maiores. Isso mostra que liderar uma pesquisa hoje não significa necessariamente ter uma eleição ganha. O eleitor ainda está observando. Está comparando nomes, partidos, alianças, propostas e, principalmente, o desempenho dos candidatos durante a campanha e o horário eleitoral que se inicia nesta sexta-feira (28).
O QUE DIZEM OS NÚMEROS

A média aritmética dos oito percentuais é de 55,7%.NO PARANÁ, A PESQUISA PODE ATÉ MOSTRAR UMA FOTOGRAFIA. MAS QUEM VAI DEFINIR O FILME DA ELEIÇÃO É O ELEITOR E ELE AINDA NÃO APERTOU O BOTÃO