A tentativa de ganhar tempo no processo de Deltan Dallagnol não surtiu o efeito esperado. Uma petição apresentada pelo 2º suplente, Markenson Marques dos Santos, buscava sua habilitação nos autos e a abertura de prazo de 72 horas para tomar conhecimento do processo. A movimentação foi interpretada nos bastidores como uma tentativa de empurrar o julgamento para frente.
Mas a estratégia não funcionou. O presidente do TRE-PR, desembargador Luciano Carrasco Falavinha, colocou o registro de Deltan na pauta da sessão extraordinária desta terça-feira (8), às 14h.
A antecipação pegou até integrantes da Corte de surpresa. A relatoria está com a desembargadora Vanessa Jamus Marchi e o processo conta com manifestações favoráveis do Ministério Público Eleitoral.
Agora, o relógio eleitoral corre contra Deltan. Se houver recurso, a palavra final será do TSE — e a grande pergunta é se haverá tempo para uma definição antes de 4 de outubro.
A estratégia era ganhar 72 horas. O TRE respondeu com julgamento.