Uma pergunta incômoda começa a ganhar espaço dentro do PDT do Paraná: como explicar que três integrantes da mesma família concentrem cerca de 83% dos recursos enviados pelo diretório nacional do partido para as campanhas no Estado?
Segundo dados declarados ao Tribunal Superior Eleitoral, Requião Filho, Roberto Requião e Thadeu Requião ( filho de Maurício Requião) receberam juntos R$ 14,175 milhões dos R$ 16,925 milhões enviados pelo PDT nacional ao Paraná — uma concentração de aproximadamente 83,75% dos recursos. Os dados do DivulgaCand, referentes a 6 de setembro, ainda não são definitivos.
Na divisão, Requião Filho declarou R$ 11 milhões, sendo R$ 6 milhões do FEFC e R$ 5 milhões do Fundo Partidário. Roberto Requião declarou R$ 3 milhões do FEFC, enquanto Thadeu Requião recebeu R$ 235 mil do FEFC, além de R$ 20 mil em doações privadas.
O dado chama atenção não apenas pelo volume, mas pela concentração dos recursos públicos de campanha dentro de um mesmo núcleo familiar. Afinal, o dinheiro destinado às campanhas pelo sistema partidário deveria ser distribuído segundo critérios partidários e eleitorais — e a dimensão dessa concentração naturalmente abre espaço para questionamentos sobre quais foram os critérios utilizados pelo PDT para definir quem recebe e quanto recebe.
Quem assistiu a entrevista na RPC hoje ficou perguntando ao era a ILHA DA FANTASIA DO GOVERNO REQUIÃO? Requiãozinho não detalhou o desastre que foi os mandatos do pai, precisou encobrir com ataques sem números para poder dizer que tem um plano de governo.
A questão que fica é direta: o PDT está financiando candidaturas ou fortalecendo uma estrutura política familiar?
E há outra pergunta que o próprio partido terá de responder: o que explica tamanha diferença entre os recursos destinados aos integrantes da família Requião e os valores disponíveis para os demais candidatos da legenda no Paraná?
Agora, a palavra está com o PDT: quais foram os critérios para essa distribuição?


