A advogada e eleitora Sonia Mara Inglat Aciolli protocolou, na quinta-feira (24), uma notícia de fato junto à Procuradoria Regional Eleitoral do Paraná, solicitando a investigação da distribuição de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) pelo PODEMOS nas eleições de 2026.O pedido questiona a concentração de verbas em determinadas candidaturas, as diferenças nos valores repassados e a possível incompatibilidade entre as transferências realizadas e os critérios apresentados pelo partido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Entre os pontos que a advogada solicita esclarecer estão os repasses de R$ 1,2 milhão para Do Carmo e R$ 1,12 milhão em recursos partidários diretos para Lu Bonatto, além de transferências realizadas pela candidata Ana Paula Pavelski para outras candidaturas. A denúncia também pede apuração sobre formulários de solicitação de verba que teriam sido assinados com o campo do valor em branco. Entre as 16 candidaturas femininas, os dados examinados demonstravam que 11 receberam recursos diretamente de órgãos partidários, duas receberam FEFC mediante transferência de outra candidatura e três permaneciam sem qualquer FEFC na extração examinada.
O FEFC identificado entre as mulheres totalizava R$ 1.585.000,00.

A autora ressalta que não afirma a existência de fraude, mas solicita a análise dos documentos, critérios e procedimentos adotados pelo partido. O Ministério Público Eleitoral deverá avaliar os fatos e as homens da nominata, 14 receberam FEFC diretamente de órgãos partidários e 21 não apresentavam qualquer FEFC. Do Carmo concentrou R$ 1.200.000,00 dos R$ 1.785.000,00 de FEFC destinados aos homens, aproximadamente 67,23%.

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