Manifestação percorreu o Centro da capital paranaense; cartazes colados em imóveis e na sinalização urbana levantaram críticas sobre o respeito ao patrimônio público e privado.
Mais de 2.500 pessoas participaram, na quinta-feira (8), de uma mobilização em defesa da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ato ocorreu em Curitiba e integrou uma série de manifestações realizadas em diferentes cidades brasileiras, em meio à disputa política nacional e à tentativa de reduzir a vantagem atribuída ao adversário Flávio Bolsonaro nas pesquisas eleitorais.
Na capital paranaense, a expectativa era de uma adesão maior. A mobilização reuniu estudantes, dirigentes de movimentos sociais, representantes sindicais e militantes, com concentração na Praça Santos Andrade, em frente à Universidade Federal do Paraná (UFPR). De lá, os participantes seguiram pela Rua XV de Novembro até a Boca Maldita, no Centro.
PIXAÇÃO, DEPREDAÇÃO E VANDALISMO
Mas, além dos discursos e das palavras de ordem, a manifestação também provocou críticas por causa de cartazes e papéis colados em paredes, fachadas comerciais e equipamentos de sinalização urbana, conforme as fotos tiradas por Benjamin Duarte. As imagens registradas em diferentes pontos do Centro mostram material de propaganda política espalhado pela cidade, levantando questionamentos sobre a conservação dos espaços públicos e o respeito à propriedade privada,
PROTESTO NÃO É LICENÇA PARA SUJAR A CIDADE
O direito à manifestação é legítimo e faz parte da democracia. Isso, porém, não dá a ninguém autorização para transformar ruas, fachadas e equipamentos urbanos em painéis improvisados de propaganda política. Se houver comprovação de danos ao patrimônio público ou privado, os responsáveis devem ser identificados e responder conforme a legislação.
A mobilização em Curitiba fez parte de uma agenda nacional de atos em defesa de Lula, com manifestações também em cidades como São Paulo, Brasília, Fortaleza, Rio de Janeiro e Salvador, entre outras. O movimento busca ampliar a mobilização dos apoiadores do presidente em um cenário de forte polarização política.
No fim, fica uma pergunta incômoda: defender um projeto político significa também respeitar a cidade onde se vive? Em Curitiba, as imagens das colagens nas ruas e nos equipamentos urbanos colocaram essa questão no centro da discussão.