POR ONDE ANDAM O MÁRIO CELSO PETRÁGLIA E OUTROS DENUNCIADOS À POLÍCIA FEDERAL?

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Nenhum dos denunciados em matérias anteriores, que circularam contando episódios de recente passado e que levaram uns e outros a desaparecer convenientemente do noticiário geral, buscou no direito de resposta contestar ou buscar mínimos reparos em tudo que foi revelado a respeito da IPL 0251/2010 e IP 0002267-93.2010.404.7000/PR, matérias que se referem a milionári esquema de lavagem de dinheiro, ação que tecve como juiz inicial Sergio Moro, e que foi redistribuída por conta de suas atribuições com a Operação Lava-Jato.
No Blog do Paulinho, cuja cópia foi enviada ao Impacto, consta que em 10 de setembro de 2016 o citado blog revelou que o presidente do Atletico, Mário Celso Petráglia, estava sob investigação pela Policia Federal.
Com o inquérito nas mãos o Blog o Paulinho passou a contar das revelações contidas na íntegra destes inquéritos, que contem as seguintes revelações;
*- Petráglia mantém cerca de 30 empresas em operação, acredita-se, boa parte de “fachada”;
*- Os advogados João Ricardo Cunha de Almeida e Ivan Xavier Vianna seriam seus “laranjas”nos eventuais “golpes”;
*- Pessoas jurídicas nacionais e internacionais estariam sendo utilizadas para blindar o patrimônio de Pertráglia e transferip-lo para “off-shores” no exterior ( quatro empresas do Reino Unido receberam dinheiro oriundo das empresas);
*- Em 2003, R$ 5 milhões teriam sido enviados por Petráglia a “paraísos fiscais”( valores comprovados por quebra de sigilo bancário e fiscal);
* O Conselho de Controle de Atividades Econômicas notificou a PF (Policia Federal) sôbre atividades econômicas suspeitas na General Engenharia de Obras Ltda ( uma entre tantas que estariam no suposto esquema de Petráglia).
No final do ano passado o Blog do Paulinho adiantou que informações davam conta de que a Policia Federal pedirá as prisões preventivas de Mário Celso Petráglia e demais citados por obstrução de justiça e tentativas de destruição de provas, constatadas após análise de diligências realizadas no âmbito das investigações.
DOCUMENTOS
Muitos foram os documentos que chegaram para o Impacto trazendo digitalmente informações sobre os procedimentos em questão, e que tiveram iníci com a determinação da DPF- Erika MialikMarena, chefe do GRFIN/SR/DPF/PR para que fossem apurados os fatos denunciados em documentos incorporados em denúncia anônima encaminhada ao citado setor pelo Superintendente Regional no Estado do Paraná, Delegado da Policia Federal Maurício Leite Valeixo, a quem fora encaminhada a correspondência anexada a esta ação.
A origem de tudo foi por conta de procedimento em curso na 3ª Vara de Familia de Curitiba, e que trata da separação litigiosa de João Ricardo da Cunha Almeida e sua ex-esposa Andrea de Paula Xavier de Almeida.
Estes elementos encaminhados à Policia Federal através denúncia inicialmente tida como apócrifa, tinha no envelope o nome de João Ricardo Cunha de Almeida, ficando no ar a suspeita de que o objetivo era incriminar de vez este personagem de todas a histórias contidas posteriormente no inquérito policial federal.
Veja a seguir os cadastros individualizados de todos os citados na denúncia, permitindo assim a qualificação dos mesmos.
OUTROS
Para definir documentos constantes nestas denúncias, lembre-se, ainda, Relatório de Inteligência Financeira nª 4433, através do qual o Coaf/MF, comunica operações suspeitas realizadas em nome dos implicados mencionados anteriormente.
Fechando o cerco a Policia Federal e o Ministério Público Federal certamente assustaram os principais envolvidos que tratam de buscar, por todos os meios, formulas capazes de impedirem, inclusive, uma prisão preventiva que de forma rigorosa chegue mais a fundo na tarefa de desvendar totalmente vários crimes.
Dívidas milionárias para com a União ficaram em suspenso tendo em vista a não localização de bens suscetíveis de penhora.
Ciute-se, ainda, que o Clube Atletico Paranaense vinculado ao nome de Mario Celso Petráglia, possuía na época destas revelações 8 inscrições em dívida ativa da União, sendo que tais débitos, entretanto, estariam com a exigibilidade suspensa, vez que estariam sendo parcelados.
Lembram-se, ainda, por conta desta vinculação com o nome de Mario Celso Petráglia, dívidas milionárias de empresas ligadas ao Grupo Inepar, estando as mesmas com a opção de parcelamento da Lei 11.491/2009.
De acordo com a situação envolvendo tanto Mario Celso Petráglia quanto João Ricardo Cunha de Almeida, a Policia Federal e o Ministerio Público Federal fecharam o cerco que pode a qualquer momento dar um rumo definitivo a presente situação destes e demais nomes envolvidos em crimes, principalmente, de lavagem de dinheiro.
Estariam os principais envolvidos em tudo que se relatou a respeito, Mario Celso Petráglia e João Ricardo Cunha de Almeida, dispostos a concederem entrevista ao Impacto contando suas versões em relação a estes escrachos?

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