O governador Beto Richa apresentou nesta quarta-feira (23), na Associação Comercial do Paraná, os resultados do ajuste fiscal e um balanço das principais ações do governo, defendeu as medidas tomadas para enfrentar a crise e falou sobre a necessidade de manter os cortes dos gastos públicos. Richa também descartou o aumento de impostos.
“Fomos o primeiro Estado a tomar medidas frente à deterioração da economia. Adotamos várias medidas, muitas impopulares, mas que agora já são entendidas pela população como benéficas, principalmente ao se observar o que ocorre em outras unidades da federação, que têm dificuldade para pagar salários, fornecedores e decretaram calamidade pública”, disse Richa a um grupo de 150 empresários.
O presidente da Associação Comercial do Paraná, Glaucio Geara, disse que os empresários reconhecem o esforço realizado nos últimos anos. “Apoiamos o ajuste fiscal com a condição de que o governo reduzisse o tamanho do Estado. Hoje vemos os resultados e que o sacrifício valeu a pena. O Paraná não está em moratória e está com suas contas em dia”, declarou.
Richa disse que graças ao ajuste fiscal, o Paraná tem hoje condições de ampliar investimentos. “Hoje vivemos o maior ciclo de investimentos da nossa história”, disse. Os recursos aplicados passaram de R$ 2,8 bilhões, em 2015, para R$ 5,8 bilhões em 2016 e para R$ 7,6 bilhões em 2017. “Estamos investindo 11% da nossa receita corrente líquida, enquanto a maioria dos Estados não investe nem 5%”, disse.
O governador ressaltou que o governo não planeja aumentar impostos e que a recomposição das alíquotas de tributos estaduais, realizada na primeira fase do ajuste, adequou as taxas praticadas no Paraná às de outros Estados. Ele também relembrou outras medidas que já tinham sido adotadas para diminuir despesas. “Reduzimos gastos com custeio em 15%, extinguimos secretarias e cortamos cargos em comissão”, lembrou.
Na palestra, Richa também apresentou dados da economia do Estado, que cresceu 2,5% no primeiro trimestre, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) nacional encolheu 0,4%. Ele ressaltou o reconhecimento internacional da competitividade do Estado, a melhora do diálogo com o setor privado e a atração de investimentos pelo programa de Paraná Competitivo, que somam quase R$ 43 bilhões.
(foto: Orlando Kissner/ANPr)