Com enorme repercussão não apenas entre os mutuários da Caixa Econômica Federal obrigados a pagar suas prestações de um empréstimo para compra de apartamento que está com obras paralisadas, mas deixando espantados todos que tomaram conhecimento dos fatos envolvendo o Parque das Nações, em São José dos Pinhais, explicações convincentes estão sendo aguardadas por parte de todos os denunciados responsáveis pelos citados fatos.
Enquanto novos documentos, fotos e revelações vão chegado para o Impacto Paraná, que não pretende, como aconteceu com a Gazeta do Povo que silenciou a respeito, depois de cutucar a onça com vara curta, avolumam-se as suspeitas de que tem linguiça embaixo dessa farofa.
Dentre os documentos recebidos estão àqueles que identificam no mesmo endereço do 6ºTabelionato de Notas de Curitiba, na Ra Emiliano Perneta, 160, como idêntico àqueles que documentam além da EMEC, várias empresas envolvidas nesta suspeita construção do Parque das Nações, em São José dos Pinhais.
Tendo como titular do citado 6º Tabelionato de Notas, a serventuária da Justiça, Mônica Malucelli Amaral, esposa de Eugênio Caetano don Amaral Neto, principal responsável pela EMEC e demais empresas envolvidas na construção do citado Parque das Nações, hoje com obras paralisadas, fica no ar, mais ainda, a suspeita de que algo muito estranho facilitou este negócio que agora interessa a Policia Federal e a Justiça Federal, desvendar completamente.
Podem conviver no mesmo endereço várias empresas e um tabelionato de notas?
ORIGEM
Tudo começou quando, surpreendentemente, passando por cima de normas claras que proíbem construções em área de preservação ambiental, tanto a Prefeitura Municipal de São José dos Pinhais quanto o Governo do Estado, facilitaram a vida dos empreendedores, encabeçados pela EMEC, e que foram avalizados pela Caixa Econômica Federal que abriu financiamento de milhões para tornar realidade estas obras.
Incautos, moradores de São José dos Pinhais foram alertados pelo sonho da casa própria, amplamente divulgado pelo governo federal, e acreditaram na propaganda enganosa que continha, inclusive, o nome de um dos mais poderosos grupos empresariais do setor, o J.Malucelli.
Dali para a frente foi uma correria até os escritórios montados no canteiro de obras, onde corretores apontavam as vantagens da compra de um apartamento de sonhos em local privilegiado, que mal sabiam estava em cima de mananciais da cidade.
Da assinatura de contrato à Caixa Econômica Federal foi um pulo, sendo assinados documentos que obrigam os mutuários a arcar por muitos anos com as mensalidades de tal financiamento, garantia dada às empresas com alguns milhões para esta empreitada.
Tudo ia muito bem até que, de repente, a Justiça entrou na parada e embargou as obras.
Começou a correria, mas era tarde demais.
Mais de 450 pessoas que sonhavam com a casa própria, fizeram planos, e guardaram economias, haviam sido enganadas.
EMPRESÁRIO
Quando a Gazeta do Povo escrachou a matéria, gerando grande escândalo, o empresário Joel Malucelli correu em nome do seu grupo e tratou de esclarecer a posição do mesmo neste negócio, depois de muito tempo em que negócios vinham sendo realizados com o nome da construtora embutido nesta história.
Nota oficial assinada pelo empresário Joel Malucelli tentou esclarecer a respeito mas a esta altura a vaca já tinha ido para o brejo e nem a confirmação do genro de Joel Malucelli, o também empresário Eugenio Caetano do Amaral Neto, convenceram os mutuários da Caixa que se acharam ludribriados, conseguiu tapar o sol com a peneira.
A esta altura o assunto já corria na Justiça e a própria OAB, em defesa dos ditos mutuários, sobre os quais se fechou o cerco da Caixa Econômica para receber o que lhe era devido, tratou de explodir o assunto na Justiça Federal onde o escândalo vem caminhando.
ENDEREÇO
A empresa que tem como sócio-administrador Eugenio Caetano do Amaral Neto, a EMEC, cujo administrador não sócio é o português Joaquim Lopes da Silva Pinto, surpreendentemente com as demais envolvidas nesta obra, tem o mesmo endereço do 6ºTabelionato de Notas, cuja titular é a serventuária Mônica Malucelli do Amaral, esposa de Eugenio Caetano do Amaral Neto.
Pode isso?
6° Tabelionato de Notas de Curitiba
Tabelião, Curitiba, Paraná
Endereço: Térreo, Rua Emiliano Perneta, 160 – Centro, Curitiba – PR, 80010-050
Telefone: (41) 3232-2109
Horário:
Aberto hoje • 08:30–17:30
COmo se pode observar pelo documento aqui apresentado, referente a EMEC, além de outros que estão em poder do Impacto, o uso do mesmo endereço de um tabelionato por empresas deverá motivar um pronunciamento da Corregedoria do Tribunal de Justiça para se saber se é possível esta mistura de interesses, judiciário e comercial, em um mesmo endereço.
POLÍTICO :::
Era natural que o aspecto político acabasse sendo motivo de envolvimento com a presente reportagem, tendo em vista que Monica Malucelli do Amaral é filha do empresário e político Joel Malucelli que, por sua vez, é genro de Eugenio Caetano do Amaral Neto, o principal nome em envolvimento através da EMEC e demais empresas com a presente situação.
A EMEC e demais empresas envolvidas nesta nebulosa situação, foram sempre empresas de renome por conta de outras obras realizadas, nunca dantes tendo sido citadas em um caso de tal envergadura.
Sendo o atual Presidente do PODEMOS, no Paraná, o empresário e político Joel Malucelli sabe das implicações naturais levantadas com a lembrança de seu nome em um caso de tal vulto, motivo que poderá repercutir negativamente na área política.
OUTROS
Impacto Paraná aguarda agora novos lances em torno desta matéria, principalmente com os pronunciamentos dos envolvidos, caso da própria Caixa Econômica Federal que deve esclarecer sua posição a respeito, assim com a Justiça Federal que através da Procuradoria da República no Paraná deve estar acompanhando atentamente este caso.
Torna-se importante, também, pronunciamento da OAB de São José dos Pinhais a respeito, além da manifestação da Prefeitura de São José dos Pinhais e Governo do Estado cujo setor competente avalizaram as obras em terreno de preservação ambiental.
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