Operação quadro negro ainda continua em compasso de espera

4

Se não tivesse nenhum dos envolvidos, e denuncidos em depoimentos feitos em delação premiada, com foro privilegiado, a Operação Quadro Negro já teria sido encerrada.
Ocorre que, alguns dos denunciados naquela mutreta na àrea da educação, como Durval Amaral, presidente do Tribunal de Contas, Ademar Traiano, Presidente da Assembléia Legislativa, e Valdir Rossoni, deputado federal e Chefe da Casa Civil do governo paranaense, estão enrolados com tal processo que agora desembarcou no Tribunal de Justiça do Paraná, depois de ter voltado do Supremo Tribunal Federal, onde o ministro Luiz Fux deu o aval necessário para continuação da matéria.
Nas entrelinhas continuam surgindo notícias divulgadas mesmo com o segredo de justiça alegado na matéria, deixando antever que não bastará apenas a devolução de mais de R$ 50 milhões recebidos em propina, mas que será necessário uma punição exemplar capaz de provar que todos são iguais perante a lei.
O escândalo foi de arrepiar porque impediu que escolas tivessem suas obras terminadas, deixando em situação degradante muitas construções que ficaram abandonadas, enquanto uns e outros enchiam os bolsos com a grana liberada via Secretaria de Educação onde o ex-diretor, Mauricio Fanini, liberava recursos que abasteciam políticos corruptos e “otoridade”, numa situação de verdadeiro deboche.
Apesar de todas as ações de advogados e padrinhos políticos tentando evitar que prospere o processo, o mesmo está em fase de conclusão e se torna possível, inclusive, que uns e outros possam ficar impedidos, inclusive, de disputarem as eleições no próxim ano.
O quadro continua negro, por enquanto, e todos esperam que não surja alguma ação capaz de apagar a sujeira deixada como resultado desta estratégia de corrupção.

Compartilhe