SALVAÇÃO DE MANDATO E A COMPRA DE VOTOS

compra de votos

Aos 45 minutos do segundo tempo, mais os descontos, e com gol de pênalti, Michel Temer e seu time, leia-se Elizeu Padilha e Moreira Franco, conseguiram a salvação.
Claro que houveram momentos assustadores, de surpresa e espanto, no decorrer dos últimos meses, quando se fechou o cerco ao mandato presidencial.
No final, contudo, transformando o poder central em um verdadeiro balão de negócios, Michel Temer conseguiu salvar-se, arrastando consigo os companheiros acusados, como ele, de corrupção.
Muita gente imaginou que Temer, principalmente, seria alcançado.
Ou pelo menos seus companheiros que tinham bem menos a perder.
Mas tudo saiu nos conformes.
Com custo, claro, para o tesouro nacional que foi usado como arma de troca nesta composição de pagar emendas parlamentares, perdoar dívidas e remanejar situações que acomodassem todos os interesses parlamentares que votaram na Câmara dos Deputados pela sua salvação.
Depois de se empenhar pela salvação do mandato de Aécio Neves, o presidente recebeu a retribuição do mineiro que trabalhou para que o PSDFB garantisse os votos necessários à rejeição da segunda denúncia da PGR contra Michel Temer.
Mantido o espírito de corporativismo na classe política nacional, vamos que vamos porque o Presidente da República chega ao final do mandato com a certeza de que somente poderá ser julgado por seus atos narrados em duas denúncias, quando estiver fora do Palácio do Planalto, no início de 2019.

Compartilhe