CUT vende prédio, demite e afunda na maior crise sindical já vivida

São Paulo SP- Brasil- 11/11/2016 - Ato do Dia Nacional de Mobilização contra a PEC 55 que prevê o congelamento dos investimentos no governo por 20 anos e as reformas trabalhista e da Previdência Social. O ato acontece na praça da Sé. Foto: Roberto Parizotti/ CUT

Vagner Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), está cada vez mais longe do poder e mais perto de Deus. Para fazer dinheiro, a entidade — a maior das centrais sindicais, braço político do petismo agora derrotado — sairá do prédio próprio no bairro do Brás, em São Paulo, sua sede há 23 anos, para um endereço no centro antigo da cidade. No fim de julho, a Executiva da CUT aprovou a venda do local. Avaliado em R$ 40 milhões, o imóvel com sete andares está sendo negociado com a Igreja Mundial do Poder de Deus, que ocupa um quarteirão inteiro do outro lado da rua. O negócio ainda não foi fechado, mas Freitas já decidiu pela saída do Brás, o berço do sindicalismo paulista. O fim da contribuição sindical obrigatória, levado a cabo pela reforma trabalhista do governo Michel Temer, levou a CUT à bancarrota. As informações são de Cleide Carvalho na Época.

Apesar de todo o simbolismo da mudança, a decisão pela venda da sede parece fácil, quase corriqueira, diante do desafio de encarar o futuro governo de Jair Bolsonaro. Freitas lembrou o dia da votação do impeachment de Dilma Rousseff, quando deputados justificavam seus votos em voz alta no plenário.

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