Os efeitos da concorrência sobre a Sercomtel

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Impacto PR recebeu a contribuição de um sercomteliano aposentado e ainda consumidor dos produtos da empresa telefônica da Copel e Prefeitura de Londrina:
“A discussão em torno da Sercomtel costuma ser tão somente filosófica de botequins das cercanias da chácara dos irmãos Vitorino, arrematada nas inúmeras ações judiciais contra o tio do prefeito Marcelo Belinati, por conta dos desvios do dinheiro pela venda das ações da telefônica para a Copel em 1998. Coisa hoje de 1 bilhão de reais atualizados monetariamente.
Nos últimos anos ninguém deu respostas assertivas sobre o estado da operadora, que está sempre em dificuldades financeiras e gerenciais, mas com o gerúndio funcionando, como, “melhorando”, “economizando” e “crescendo”.
Vamos ao que interessa, os efeitos da concorrência sobre a Sercomtel.
Em conversas com gerentes regionais de vendas dos concorrentes da Sercomtel, eles disseram que as matrizes autorizaram investimentos em valores acima dos programados para Londrina, acelerando o ritmo de expansão das redes e maior força de vendas nas ruas, inclusive com vendedores de outras regiões do estado trabalhando em Londrina.
Um deles diz: “Nesse segmento, quem chega primeiro bebe água limpa”.
A Claro está com outdoors específico para o mercado de Londrina, com o slogan: “Londrina, a Claro tem uma rede 4.5G novinha pra você”.
Outro dia a NET fez ação de vendas em frente à sede da Sercomtel.
A Vivo está realizando ações comerciais no Igapó, calçadão e nos principais condomínios horizontais e verticais da Palhano.
A Algar está visitando grandes empresas e veiculando anúncios nas rádios da cidade.
Uma atendente do call center da Sercomtel, disse sua percepção sobre o que está acontecendo – “hoje atendemos mais chamados de cancelamento do que instalações de telefone e internet”.
Além das discussões político-filosóficas, existe o mundo real, e nenhuma empresa resiste sem vendas e clientela.
Não seria o momento da Sercomtel dizer ao leitor e antigo cliente, o que ela tem à oferecer e talvez convencer a voltar para os produtos dela.
Seus presidentes poderiam aproveitar o espaço na mídia, e sempre fazer um agá, pois isso, certamente, já ajudaria nas vendas.
Enquanto nada acontece, os vendedores das outras teles dizem, “enquanto perdurar as incertezas sobre os destinos da Sercomtel, aproveitamos o momento para ganhar o market share dela”.
Caminha-se para o fim programado, a obsolescência comercial/tecnológica encartada no próprio programa gerencial da Sercomtel pós 1998, gestão da próspera família Belinati, e que venderá para quem der mais (muito menos que 35 milhões, podem apostar!) no leilão que se avizinha em 2019.

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