Desde o início do ano, o Paraná dá sinais de que enfrentaria uma crise na saúde pública, ou seria pela dengue ou pela febre amarela. A última ganhou a corrida e fatalmente fez a primeira vítima. A morte do trabalhador da zona rural de Morretes, de 64 anos, foi confirmada pela Secretara de Estado da Saúde (Sesa) nesta quinta-feira (07).
O Estado vinha sendo alertado para redobrar os cuidados pela proximidade com São Paulo, que registrou surto na região do Vale do Ribeira. No entanto, a pasta que seria tratada como prioridade, segundo as promessas de campanha do governador Ratinho Junior, foi deixada sem comando por 54 dias e mesmo com o risco iminente o governador manteve a agenda de viagem por 17 dias nos Estados Unidos.
Enquanto a família do morador de Morretes prepara o funeral, o governador visita lojas de varejo e de guloseimas na terra de Donald Trump e mantém a agenda oficial fora do país. Em 65 dias de governo, 13 deles o governador passou nos Estados Unidos (vai fechar 17 até o final da viagem) e sete em Brasília, ou seja, mais de um terço do novo mandato está sendo cumprido fora do Estado que o elegeu. Nenhuma das reuniões, tanto na capital federal quanto no país da América do Norte, foi para tratar de assuntos referentes à saúde pública.