REQUIÃO INCONFORMADO

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Não demorou muito para o político Roberto Requião de Melo e Silva chegar a triste conclusão; foi derrotado nas últimas eleições. Aquilo que nunca imaginou, embora já tivesse sofrido algumas derrotas, aconteceu agora de forma mais contundente. Ficou em terceiro lugar na eleição para o Senado, vitória que tinha como certa depois de disparar no início da campanha como favorito. Chegou a debochar de Beto Rica que aquela altura começava a sentir a falta de chão numa campanha que o jogou para o abismo. Requião nunca admitiu que seria derrotado. Ainda mais para um ex-petista e, o que é muito pior, para um empresário rico sem qualquer experiência política. Anoiteceu senador e acordou derrotado. Fragorosamente. Hoje, alguns meses depois, caiu na realidade. Virou um político qualquer. E isto dói. O inconformismo toma conta de um arrogante político que tenta se manter, através do twitter, com recados maldosos, mas aos poucos o povo vai esquecendo o morador do Bigorrilho. Alguns até o confundem com o irmão Eduardo, PPR causa dos cablos brancos. Obriga a se identificar, separando as imagens, e isto dói. Como dói. A ponto de tentar, a partir desta semana, manter em vídeo um quase choro inconformado, se dizendo vitima de uma campanha de difamação que lhe roubou a eleição. Quer ficar com a vaga do senador Flavio Arns, alegando processo no Tribunal de Contas por improbidade administrativa que o dito cujo já passou por cima. Mas Requião chora. Está virando um cara chato. Nem os mais próximos, que aliás são poucos, o aguentam. Deixou de ter convites para alguma coisa e nem para um aperitivo é convidado. As viagens por conta do dinheiro público acabaram. Sem chance até para eleição de síndico de massa falida, o todo poderoso político é hoje um pálido retrato do passado. Amarelou. Dizem estar sonhando em ser candidato a vereador nas próximas eleições, ajudando o MDB somar votos de legenda e arrastar mais algum vereador. Mas, e se perder? Já imaginaram?

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