Não fui eleito para tirar direitos dos servidores, diz Soldado Fruet sobre licença-prêmio

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“Entrei na política para defender o povo paranaense e ser a voz dos 
servidores públicos na Assembleia Legislativa, não fui eleito para 
tirar direitos”. Com esta justificativa, o deputado estadual Soldado 
Fruet (PROS) informa que irá votar contra o Projeto de Lei 
Complementar (PLC) nº 9/2019, do Poder Executivo, que pretende zerar 
um passivo de R$ 3 bilhões em licenças-prêmio, através de usufruto ou 
indenização, a critério do governo estadual, mas que também prevê a 
extinção destas licenças especiais.

A licença-prêmio é um direito adquirido dos servidores públicos do 
Governo do Paraná que completam dez anos de serviço. “A data-base 
continua defasada e a de 2019 será parcelada nos próximos três anos. 
Não vou ser eu quem irá tirar mais esse direito do funcionalismo, pois 
meu voto será não”, adianta o Soldado Fruet.

Na visão do parlamentar, se aprovada, a medida proposta vai gerar 
desigualdade com os servidores dos demais órgãos e poderes do Estado. 
“O governo quer acabar com a licença especial por questão de economia. 
Parece que o problema da economia do Paraná está na base da pirâmide, 
os servidores do Executivo, porque não há problema com os funcionários 
do Judiciário e do Legislativo, que recebem salários médios maiores, 
data-base integral e têm direito à licença-prêmio”, pondera.

O deputado do PROS ressalta que a licença-prêmio é assegurada devido 
ao regime de trabalho dos servidores. “Se um policial militar for 
chamado de madrugada para trabalhar ou se precisar passar dez a quinze 
dias direto numa operação, tem que ir. Mas após dez anos de dedicação 
exclusiva, ele tem direito à licença-prêmio. Se essa lei for aprovada, 
o policial que está na corporação há nove anos e meio perderá esse 
direito”, exemplifica.

Por estes motivos, o Soldado Fruet apela ao governo e sua base 
parlamentar para que revejam essa política de retirada de direitos. 
“Temos que valorizar os bons profissionais da segurança pública, da 
educação e da saúde para construir uma sociedade mais forte. Só 
reconhecendo o trabalho deles com esse justo e merecido descanso que 
teremos professores aptos a garantir educação de qualidade aos nossos 
filhos e policiais na melhor condição física e mental para dar 
segurança à nossa população”, considera.

Após pedido de vistas, o PLC foi retirado da pauta da Comissão de 
Constituição e Justiça (CCJ) na última quarta-feira (4) e deve ser 
analisado na reunião de terça-feira (10), para depois seguir os 
trâmites para votação em plenário.

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