Discórdia no PSL: “se não obtiver apoio vou deixar o partido”, diz Joice Hasselmann

joice hasselman

Joice Hasselmann foi uma das principais vozes do bolsonarismo na eleição de 2018, tornou-se a deputada federal mais votada da história do país e virou líder do governo no Congresso. A fim de aproveitar a onda de popularidade, tenta agora se cacifar para disputar pelo PSL a prefeitura de São Paulo em 2020. Falta só combinar com o partido. A forte oposição vem da família presidencial. O deputado federal Eduardo Bolsonaro, o Zero Três, que comanda o diretório paulista, atua nos bastidores para implodir essa candidatura, com o apoio do pai, que desconfia de Joice em razão de sua boa relação com o governador João Doria (PSDB), tido como adversário do capitão na disputa pelo Planalto em 2022. “Ela tem o pé em duas canoas”, chegou a dizer o presidente. As informações são de André Siqueira e José Benedito da Silva na Veja.

A guerra paulista a um ano da eleição é o exemplo mais cintilante da disputa que se anuncia no PSL. Pelo menos vinte dos 53 deputados federais sonham com prefeituras, apostando no ainda alto cacife eleitoral de Bolsonaro. Outra capital onde já há encrenca é o Rio. Deputado estadual, Rodrigo Amorim foi lançado pré-candidato por Flávio Bolsonaro, o Zero Um, presidente do PSL no estado, mas foi atropelado por Bolsonaro pai, que optou pelo deputado federal Helio Lopes. “Soldado não escolhe missão, cumpre”, diz Lopes. “Fui vice na chapa do Flávio na candidatura à prefeitura em 2016. Trago esse recall da última eleição, fui o mais votado da capital”, rebate Amorim.

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