EMPRESÁRIOS QUESTIONAM PACOTE DO GOVERNO RATINHO Jr.

24/03/2020 - Pronunciamento do  governador Carlos Massa Ratinho Junior 
Foto Gilson Abreu

Segundo a análise de vários empresários o pacote recém anunciado, o Governo Estadual do Paraná deixa claro que não quer gastar suas reservas para salvar o emprego dos paranaenses.
Quando anuncia que a Fomento Paraná disponibilizará microcrédito à taxa “reduzida” de 0,91% ao mês (para bom entendedor: 11,48% ao ano!!!) deixa claro que está querendo ganhar dinheiro nas costas do pequeno empreendedor.
COMO FICA:

A. Fomento está usando recurso do FDE (Fundo de Desenvolvimento Estadual), sem custo, mas vamos considerar que esteja pagando a taxa selic que está 3,75% a.a. (taxa utilizada para empréstimos entre bancos e base do juro de mercado no Brasil), e está emprestando ao micro empreendedor à 11,48% a.a. O ganho da Fomento é de 7,73% a.a.!!! Ganho?

Mas não é Fomento?


O governo do estado não está lançando esse pacote pra ajudar o microempeendedor? Por que ter ganho então? Não faz sentido! Ah! Mas tem a taxa de risco… Duas vezes a taxa Selic: 7,73% a.a. de taxa de risco? É muito alta para um recurso que deveria ser a fundo perdido, por que está buscando a manuntenção de empregos, sobrevivência de empreendedores e arrecadação estadual.
Mas o achaque não é só através do microcrédito, as linhas para micro e pequenas empresas segue a mesma linha com uma taxa um pouco menor, 8,47% a.a., mas com um ganho para Fomento de 4,99% a.a. e com o mesmo raciocínio, não facilitar para o microempresário que ficará sem faturamento por tempo indeterminado e com a obrigação de manter salários por tempo indeterminado também, pelo jeito.
No mesmo anúncio, em um lampejo de bom senso o BRDE propõe linhas de crédito cobrando taxa selic à 3% a.a. mas não deixa claro sobre o tempo da “manutenção do emprego”. Sem esse prazo não é possível o empresário calcular se vale correr o risco, mesmo com empréstimos à uma taxa de juros decente. Outro aspecto é que, considerando as exigências normais do BRDE para concessão dessas linhas de crédito, a grande maioria das micros e pequenas empresas não terão acesso à esses recursos.
Outras duas ações inócuas são: a prorrogação do Simples Estadual por 90 dias que posterga apenas o pagamento de março porque em abril e maio não haverá faturamento; e a Renovação dos Incentivos Fiscais que não atinge a categoria de Bares e Restaurantes.
O desemprego precisa aumentar para nossos governantes perceberem a extensão do problema. Tomara que não seja tarde demais.

Os empresários reunidos ainda afirmarem que o guri é bom de eleição é ruim de ‘gestão “.

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