Apontar simplesmente o Coronavírus, não responde esta pergunta.
Claro que não.
No Brasil, desde que a pandemia se instalou uma situação de controvérsias se estabeleceu apontando situações e desconfortos provocados por diferentes responsáveis, identificando, principalmente, que a falta de harmonia em independência entre os Poderes da República, estão no topo da lista de responsabilidades.
Executivo, Legislativo ou Judiciário?
Os três juntos, resposta que sem hipocrisia se observa em uma série de situações que os brasileiros estão enfrentando, há mais de quatro meses, desde que o combate à pandemia do Coronavírus passou a exigir respostas convincentes.
Não dá para tapar o sol com a peneira, depois que o STF mudou as regras de um jogo político, contribuindo para que o Legislativo conturbasse ainda mais a ação do Executivo que perdeu as prerrogativas constitucionais que em um estado de emergência deveria ter uma unidade de decisões para ajudar na solução dos problemas de saúde.
Para chegarmos a conclusões mais amplas, é preciso ir mais a fundo, lembrando desde o momento em que passamos a enfrentar a presente situação que mantém os brasileiros reclusos e não se tem qualquer perspectiva de quando tudo isso vai terminar.
Mais um mês? Dois? Três meses? Até o final do ano? Por enquanto, ninguém, ninguém mesmo, pode responder com segurança diante do quadro que atravessamos, com hospitais lotados, falta de equipamentos adequados e de equipes técnicas suficientes para enfrentar o Covid-19.
Voltemos alguns meses em um passado tenebroso que se tornou presente desde o dia 19 de novembro de 2019, quando o médico Li Wenliang, virou o alvo do PCC-Partido Comunista Chinês, por revelar a outros médicos m Wuhan, o tratamento em 7 doentes infectados por um vírus semelhante ao SARS, que em 2002 se tornou motivo para uma pandemia de resultados catastróficos.
O jovem médico de 34 anos que foi infectado pelo vírus, acabou morrendo, não sem antes passar pelo vexame imposto pelo governo chinês assinando uma declaração de “comportamento ilegal”.
Lembre-se que, já em 2007, um grupo de médicos alertou o governo chinês quanto à preocupação de sinais de Coronavírus em morcegos que eram hábito de serem comidos por moradores do sul da China, em situação que poderia ser uma verdadeira bomba relógio.
PERIGO Os sinais emitidos pelo governo chinês a partir de 8 de dezembro de 2019, depois em 30 de dezembro do ano passado buscou esconder a descoberta do vírus, sem contar ao mundo que no dia 26 de dezembro, depois de demitir o Ministro da Saúde e o Prefeito de Pequim, pela demora no relato da pandemia que se alastrava além de Wuhan.
A esta altura, o governo chinês já sabia da similaridade com Covid-19 com o SARS de 2002, na ordem de 87%, oportunidade em que a OMS-Organização Mundial da Saúde foi alertada e demorou para assimilar o perigo que teria pela frente em todo o mundo.
Ficou no ar a negligência do governo chinês e a demora da OMS em alertar o mundo quanto a um vírus que se espalhou a partir das comemorações do Ano Novo Lunar, quando 400 milhões de chineses viajavam por todo o país, e certamente para o exterior, aproveitando este tempo de facilidade que o governo lhes concedia, situação levantada em 30 de dezembro de 2019.
A emergência só foi anunciada ao mundo em 20 de janeiro de 2020, quando o vírus já tomava conta de alguns países da Europa e começava a se espalhar pelo mundo através de viajantes que iam para todos os cantos do planeta.
Colocada em 177º lugar em termos de liberdade de imprensa, e com o PCC-Partido Comunista Chinês impedindo que organismos de internet como google e outros possam espalhar internamente a repercussão mundial dos seus atos, a China tratou a partir de então, com a colaboração da OMS, que todos os países do planeta tomassem providências porque a coisa era muito séria.
Era a repetição do que ocorreu em 1986 quando os Russos impediram que se conhecessem de imediato os detalhes do desastre de Chernobyl, que matou milhares de pessoas pela radiação nuclear.
BRASIL
Quando o Coronavírus foi apresentado aos brasileiros, já era tarde.
Um primeiro caso já havia sido registrado em janeiro e dali em diante a correria começou, com o governo buscando saber com outros países detalhes do mal que continuamos enfrentando até o dia de hoje e sem saber até quando vamos nos manter reclusos por conta do mesmo.
Estabelecidas as regras de um jogo bruto, politicamente, com o Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta transformado em “Vedete do Coronavírus”, e a Rede Globo apostando nos governadores João Dória e Wilson Witzel, armando outros governadores contra o governo, o pandemônio da pandemia foi estabelecido.
UM PARÊNTESE- Nesta altura o deputado Eduardo Bolsonaro fez comparação da demora chinesa com o Coronavírus e Chernobyl, criando um caso diplomático que alimentou ainda mais a oposição contra o governo.
Enquanto Estados Unidos e China passavam a discutir responsabilidades quanto ao mal que atingiu o mundo, a crise econômica passou a preocupar o governo, com Jair Bolsonaro se transformando no alvo direto daqueles que não aceitavam seus argumentos em relação à economia, e passaram a pressionar para que o Poder Judiciário entrasse no jogo bruto dos governadores.
Enquanto o número de casos iam aumentando, atingida cada vez mais os brasileiros, com uma estatística que transformou o Jornal Nacional no porta voz de contaminações e mortes, dramatizando a situação que chegou a se misturar com panelaços de encomenda, ministro caia, outro entrava e ficava por pouco tempo, até chegar a situação atual em que um militar interinamente comanda o setor da saúde no país mas sem aceitar as regras do jogo político.
MUDANÇAS
Provocado, o STF-Supremo Tribunal Federal, entrou ainda mais no jogo político e passou a contrariar ações do governo, desde o momento em que Sergio Moro deixou o Ministério da Justiça, e o chefe da nação perdeu até a autoridade de demitir e nomear integrantes de sua equipe de governo, além de outras medidas que alimentavam ainda mais o ambiente de tensão que os brasileiros já viviam por conta do Coronavírus.
O curto circuito provocado pelas decisões do STF com o Executivo, atendendo aos interesses do Legislativo ao governo, começaram a deixar bem as claras o desencontro de decisões na área da saúde, que passou a conhecer governadores com poder de polícia e prefeitos multando quem exercesse o direito de ir e vir.
Um abre e fecha o comércio e serviços essenciais passaram a ser observado, com algumas autoridades municipais e estaduais transformadas em verdadeiros xerifes que se desencontram nos números deixam os reclusos ainda mais preocupados com a situação que estamos vivendo.Afinal, é pandemia ou pandemônio?
De quem é a culpa por tudo que vem acontecendo e atém quando vai durar este inferno que estamos vivendo há mais de quatro meses?

