Vereador e presidente da AMTT foram libertados após decisão do Poder Judiciário. Prisão provisória vencia amanhã (24)
O Poder Judiciário decidiu libertar o vereador Ricardo Zampieri (Republicanos) e o presidente da Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT), Roberto Pelissari. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (23), um dia antes da prisão provisória da dupla vencer. Ambos foram presos pelo Gaeco no último dia 15 suspeitos de corrupção ativa, passiva e organização criminosa.
Para os advogados de Ricardo Zampieri, Jorge Sebastião Neto e João Manoel Grott, no caso do vereador, a fase de inquérito já demonstrou ausência de culpa. “O fim do inquérito pelo menos ao Ricardo foi bastante claro que não existe indícios de culpa dele”, afirmou o advogado de defesa de Ricardo.
Entre os presos na operação Saturno do Gaeco, Ricardo e Pelissari foram libertados, já o empresário João Barbiero cumpre a prisão em casa, usando tornozeleira eletrônica.
João Manoel e Jorge Sebastião Neto reforçam não existir indício de provas contra o Ricardo e que não justificava a prisão dele. “Eis que foram cumpridas todas as diligências. E a prisão do Ricardo se devia muito mais por um aspecto de ele estar numa posição privilegiada, devido a ser radialista, presidente da comissão da CPI que investigava o Estar e também por ser vereador. Foi uma prisão no sentindo de não atrapalhar mais as investigações do que provas de corrupção contra ele”, sinalizam.
“Na data de hoje (quarta-feira), nosso cliente Ricardo Zampieri foi posto em liberdade em razão da promotoria do Gaeco entender que não há provas em face do mesmo. O mesmo ficou preso temporariamente por ter grande influência política no Município, razão pela qual a promotoria entendeu pela prisão temporária do mesmo para que eventualmente não atrapalhasse as investigações”, salienta Jorge Sebastião Neto. “No entanto nenhuma prova consistente existe contra o Ricardo e com isso foi determinado sua soltura”, reforça.
Jorge Sebastião Neto reforça que os próximos passos serão aguardar o relatório da autoridade policial e eventual denúncia para posterior punição dos envolvidos. “De todo modo, reiteramos que em face do vereador Ricardo havia somente especulações, sem nenhuma prova contundente e sua prisão se deu pela força política que exerce no Município”, assinala.
Continuam presos no Complexo Médico Penal, em Curitiba, os sócios da empresa Cidatec, Antonio Carlos Domingues de Sá e Alberto Abujamra Neto; o vereador Walter de Souza ‘Valtão’ (PRTB) e Celso Ricardo Madrid Finck.
Fonte: aRede