No total, a empresa já encaminhou quase R$ 80 milhões em diversas ações para combater a pandemia e minimizar seus efeitos. Novo aporte ocorre em um momento de aumento exponencial do número de casos da doença.
A Itaipu vai repassar, por meio de um convênio, R$ 15 milhões para a Fundação Municipal de Saúde de Foz do Iguaçu, em um período de seis meses. A medida foi autorizada em reunião de Diretoria Executiva, nesta quarta-feira (3). Com isso, a margem brasileira da empresa amplia os esforços da força-tarefa do Paraná no enfrentamento ao novo coronavírus, especialmente na região de fronteira. No total, a Itaipu investiu quase R$ 80 milhões em diversas ações para combater a covid-19 e minimizar seus efeitos, tornando-se a principal parceira dos municípios da região.
“Desde o início da pandemia, o papel da Itaipu tem sido fundamental para atender às demandas pontuais da área de saúde, mas que também deixam legado para a população”, diz o coordenador do Grupo de Trabalho da Covi-19, coronel Aureo Ferreira, assessor especial do general Joaquim Silva e Luna, diretor-geral brasileiro de Itaipu. “São investimentos tanto pontuais quanto permanentes, que ficarão mesmo depois que a pandemia passar.”
Ajuda providencial
O plano de contingência apresentado pelo município e prontamente atendido pela Itaipu prevê a aquisição de medicamentos e insumos para demandas de pacientes com a covid-19 internados do Hospital Municipal Padre Germano Lauck, em Foz do Iguaçu. A unidade hospitalar é considerada referência pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O prefeito de Foz do Iguaçu, Chico Brasileiro, esteve na manhã desta quarta-feira no gabinete do diretor-geral brasileiro para pedir apoio neste momento crítico da pandemia. A solução veio prontamente. “Esse convênio veio na hora certa, porque o Hospital Municipal poderia colapsar. Só temos a agradecer à Itaipu pela pronta resposta, que será fundamental para garantir atendimento humanizado à população”, diz o prefeito.
Nesta última semana, entre quarta-feira (24) e terça-feira (2), foram confirmados 1.497 novos casos e 33 mortes por covid-19 em Foz do Iguaçu.
O plano integra uma série de medidas que beneficiam toda a região de fronteira na área de saúde. O sistema hospitalar de Foz do Iguaçu, pela sua localização peculiar, é bastante utilizado, tanto por brasileiros como também por paraguaios.
Segundo dados da Secretaria de Saúde de Foz, os moradores de países vizinhos respondem por 30% da demanda nas unidades hospitalares do município, pressionando o SUS.
Para agravar ainda mais a situação, nos dois países as cidades fronteiriças – Foz e Ciudad del Este – estão com os sistemas de saúde sobrecarregados, com alta taxa de ocupação de leitos de Unidades de Terapia Intensiva destinadas à covid-19. A taxa passa de 100%, inclusive no Hospital Ministro Costa Cavalcanti (HMCC), que é mantido por Itaipu e também destinou parte de seus leitos para o atendimento de pacientes infectados pelo novo coronavírus.
“Além de Foz, esse apoio se estende também a outros oito municípios que fazem parte da 9ª Regional de Saúde do Paraná: Medianeira, Matelândia, São Miguel do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu, Itaipulândia, Missal, Serranópolis do Iguaçu e Ramilândia”, diz Aureo.
A Fundação Municipal de Saúde de Foz do Iguaçu é a gestora do Hospital Municipal Padre Germano Lauck — o maior da região Oeste do Paraná e referência de média e alta complexidade nas especialidades de neurocirurgia, ortopedia e traumatologia para a 9ª Regional de Saúde do Estado. Ela presta serviços de saúde e também de assistência médico-hospitalar.
Itaipu e Unioeste abrem nova parceria e frentes de trabalho
A Itaipu também destinou mais R$ 2,4 milhões para uma ação conjunta com a Unioeste e a Fundação Municipal de Saúde de Foz do Iguaçu, fundamentada em três frentes de trabalho.
A primeira delas é a manutenção de 70 bolsistas da área de saúde em Foz do Iguaçu, que fazem a triagem e dão orientação à população, em atendimento remoto e presencial, relacionado à covid-19. Outra é a atuação de 30 bolsistas egressos do curso de enfermagem para o trabalho em UTIs de covid-19.
Por fim, outra ação prevista neste mesmo convênio é a contratação de duas equipes de saúde domiciliar no atendimento preventivo, especialmente nos casos de grupos de risco, para evitar que pessoas idosas precisem buscar atendimento nos hospitais.
*Política de austeridade permitiu redirecionamentos de aportes*
O novo convênio é fruto de uma política de austeridade e transparência implantada pela margem brasileira da usina. O redirecionamento de recursos de ações e iniciativas sem aderência à missão da empresa permitiu economia traduzida em investimentos na ordem de R$ 2,5 bilhões.
Obras esperadas e sonhadas por décadas foram se transformando em realidade, como a construção de uma segunda ponte sobre o Rio Paraná, entre Foz do Iguaçu, no Brasil, e a cidade de Presidente Franco, no Paraguai, que vai mudar a logística da fronteira; a ampliação da pista de pousos e decolagens e outras melhorias no Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, que terá condições de ser um hub do Mercosul; e a futura duplicação da rodovia mais importante para o turismo do município, a BR-469, que dá acesso às Cataratas do Iguaçu.
São mais de 30 projetos, em diversos segmentos, que geram empregos e desenvolvimento, criando as bases para avanços significativos da economia paranaense.
Além das obras estruturantes, dentro deste contexto de redirecionamento de recursos foi possível também colaborar decisivamente para o combate à pandemia na região.
Inicialmente, foram destinados R$ 15 milhões para a compra de insumos e equipamentos, além da criação de 40 leitos de UTI e de outras 15 unidades de transição no HMCC, que também atende pacientes do SUS.
Gradativamente, foram ainda encaminhados recursos para a Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (R$ 2 milhões); entidades beneficentes que se candidataram ao Fundo de Auxílio Eventual da empresa (R$ 5,7 milhões); mais de 700 bolsistas para o atendimento à saúde em todo o Paraná (R$ 4 milhões); e aditivos contratuais e manutenção da estrutura de atendimento hospitalar voltada à covid-19 (R$ 33 milhões).
Somam-se, agora, os convênios autorizados nesta quarta-feira (de R$ 15 milhões com a Fundação Municipal de Saúde de Foz do Iguaçu e de R$ 2,4 milhões envolvendo também a Unioeste), totalizando R$ 77,1 milhões aplicados na mitigação dos efeitos da pandemia na região.
“Num ano atípico, em que o mundo todo aprende a lidar com a pandemia, Itaipu investiu no bem-estar da nossa gente. Somente os R$ 5,7 milhões provenientes do Fundo de Auxílio Eventual da empresa, por exemplo, beneficiaram diretamente mais de 60 mil pessoas em situação vulnerável”, reforça Aureo Ferreira.
Parte dos recursos foi utilizada para a compra de testes de covid-19 e na estrutura de análise do Centro de Medicina Tropical do Hospital Costa Cavalcanti. Foto: Rubens Fraulini/Itaipu Binacional.