De tempos em tempos reaparece um empresário com espírito ecológico e coloca em discussão a questão da distribuição de sacolas plásticas pelos mercados.
Agora mesmo o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha sancionou uma lei de autoria do deputado distrital Leandro Grass (Rede) que proíbe os supermercados no DF de fornecerem sacolas plásticas poluentes aos consumidores. O prazo para a adaptação dos estabelecimentos é até julho de 2022. O Sindicato dos Supermercados no DF apoiou a lei.
O propósito é sempre o mesmo: “diminuir o uso da sacola para proteger o meio ambiente”. Mas o consumidor, que já vive se debatendo com os preços da mercadoria teria mais uma despesa ou se verá na obrigação de levar, nas compras, sacolas não descartáveis que ele mesmo vai adquirir.
A lei aprovada lá fala que é proibida a distribuição gratuita e a venda de sacolas plásticas descartáveis, confeccionadas à base de polietileno, propileno, polipropileno ou matérias-primas equivalentes.
Algumas pessoas hoje já levam suas próprias sacolas, mas só os mais conscientes. Aqui no Paraná já se tentou várias vezes esse tipo de legislação e sempre esbarrou na adequação do processo. Não há cultura para que o cliente leve sua sacola ou arque com a despesa.
Fato é que os supermercadistas preferem continuar distribuindo um produto poluente a se adaptarem, por vontade própria a sistemas alternativos que brindem os seus clientes. Talvez pela despesa que isso represente. E pelo mesmo motivo o cidadão não se dispõe a cumprir a lei ecológica se tiver que tirar do seu bolso essa manutenção. Dito pelo não dito, fica apenas a notícia para a qual torcemos os narizes na hora de pensar na ecologia.