BLOCO DOS VICES GOVERNADORES NA PRAÇA APOTEOSE DO IGUAÇU

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Muitos partidos começam a se articular pensando na segunda cadeira mais forte do estado nas eleições de 2022 e se derem chance a retirada de Darci Piana é questão de tempo e adaptação de uma nova promessa de cargo no futuro governo.

A situação de Darci Piana é o típico caso de que a noiva é bonita e tem dote forte, todos querem custe o que custar a moçoila, pois sabem que lá na frente poderão desfrutar das regalias que vem junto com o cargo de vice. Ou seja, 2026 têm outra eleição e o vice sempre tem uma bagagem de apoio e sai na frente para disputar se a reputação do governo for boa.

Os Republicanos foram os primeiros a botar o bloco na rua, começaram a falar em Valdemar Bernardo Jorge, que atualmente é o Secretário de Planejamento e esteve à frente de várias decisões dentro da administração, além de contar com bom acesso a Ratinho Jr.

Do centro do estado vem outro candidatoà vice representando o Podemos, encabeçado pelo atual presidente estadual da legenda, Cesar Silvestri Filho, que se assanhou em 2018, mas ficou até o fim do mandato na Prefeitura de Guarapuava, fazendo o sucessor em função da boa gestão. No Podemos outro nome lembrado é a filha de Flávio Arns, a jovem Carol Arns, que participou na disputa em 2020 para prefeitura de Curitiba, mas pelo andar da carruagem deve disputar uma vaga na Assembleia, em função da falta de experiência legislativa e executiva. Um nome do centro do estado o que representaria uma representatividade maior de uma das regiões mais produtoras do estado.

Um dos nomes mais fortes hoje seria o deputado estadual Alexandre Curi pelo PSB. Curi além de ser o preferido do governador Ratinho Junior (PSD), é o deputado que mais acompanha o governador no interior do estado. Quem acessar as redes sociais de Curi pode observar o número de cidades visitadas em um dia de viagem, e hoje dentro da assembleia não existe um deputado que tenha conseguido votos em mais de 300 municípios do estado como Alexandre Curi. Curi é neto do ex-deputado estadual Aníbal Cury, já esteve na primeira secretaria da Assembleia e de agora em diante deve estar querendo atravessar a Rua da Assembleia em direção ao Palácio Iguaçu, pois como deputado estadual já cumpriu o seu papel. Claro que essa situação deverá passar ainda pelo presidente estadual do PSB, Severino Araújo, que com certeza vai apostar alto no nome deste indicado junto ao grupo de Ratinho Jr.

Nesta linha de oferecimento de nomes com certeza o PSL de Fernando Francischini vai dar a sua indicação. Em 2018 o PSL, que tinha Jair Bolsonaro no caminho à presidência, foi parceiro de campanha se assanhou, mas não conseguiu emplacar. Atualmente Jair Bolsonaro está sem partido e as coisas podem mudar, pois a famosa “ONDA BOLSONARISTA” de 2018 não está mais com a crista tão alta, e a reeleição de Jair já sofre com vários percalços. De qualquer forma o nome do partido seria do próprio Fernando, pois Felipe esteve em Brasília nestes últimos anos e deve querer retornar como deputado estadual. Não esquecendo que como principal ponto desta união seria o alto fundo eleitoral e o grande tempo na televisão e no rádio do ex-partido de Bolsonaro, que lucra com isso em função da bancada formada em 2018.

O MDB que teve a alegre saída de Roberto Requião com uma derrota vergonhosa na convenção, hoje conta com Anibelli Neto no comando da sigla, e também é o partido mais recente que deverá apoiar o governador, mas no momento ainda não tem a força de indicar um nome a vice-governador, que seja consenso entre o grupo que comandará a campanha da reeleição.

Apesar do tempo que falta para outubro de 2022, as articulações não param dentro dos partidos políticos, sendo que até o último dia é possível a mudar a indicação dentro das coligações, e nesse vai vem de acordos ninguém é de ninguém.

VANTAGENS ELEITORAIS DOS PARTIDOS DE PONTA

A grande verba do fundão eleitoral de R$ 5,7 bilhões foi vetada na sexta feira (20) pelo presidente Jair Bolsonaro conforme a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que definia regras para formação do Fundo Eleitoral.Pelo texto aprovado no Congresso, a verba do Fundo Especial de Campanha seria vinculada ao orçamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), prevendo 25% da soma dos orçamentos de 2021 e 2022. Por esses cálculos, o valor do Fundo praticamente triplicaria em relação ao orçamento das eleições de 2018 e 2020. Em nota, a Secretária-geral da Presidência da República informou que o novo valor do fundo será definido pelo TSE e incluído no Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) do ano que vem.  

Mesmo com essa indefinição ainda de valores, os partidos como PSD, PSL, PP, PL e MDB terão os melhores tempos e também os maiores recursos de investimento para as candidaturas de 2022.

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