Imunidade de rebanho ameaçada por variantes

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Mais de 70% dos brasileiros já tomaram, pelo menos, a primeira dose das vacinas contra a Covid-19. Isso, contudo, ainda não garante o que se chama de imunidade de rebanho. Há especialistas que já, devido ao alto número de pessoas imunizadas, a cadeia de transmissão da doença está sendo interrompida. Mas temos, pelo menos cinco tipos de variantes do novo coronavírus. Esse é um dos problemas para que a proteção total seja alcançada pelos brasileiros.

A imunidade coletiva, ou imunidade de rebanho, pode ser adquirida por pessoas que se recuperaram após sofrer a doença ou que foram vacinados. Ester tipo de imunidade é a que o mundo espera com a vacinação em massa. Mas isso está demorando porque há segmentos que resistem a vacinação. E apenas quando atingirmos 80% das pessoas totalmente imunizadas, teremos uma maior segurança de resistência ao vírus.

No Brasil são ao todo 86 milhões de pessoas, ou 39%, totalmente imunizadas com duas doses ou dose única. Aqui o problema se agravou por diversas variantes: Alfa, Beta, Delta, Gama e Mu.

Quanto mais o vírus se propaga, há mais mutações. A maioria tem efeitos mínimos. Mas quando a mutação traz características definitivas para o vírus, e permite que se reproduza, nasce uma variante. Algumas das que circulam no Brasil, como a Delta, trazem preocupação por ter uma capacidade maior de transmissão.

Infectologistas avaliam que é muito cedo para se afirmar com segurança que o país chegou à imunidade de rebanho. A gigantesca transmissão que atacou o Brasil, e que ainda continua acontecendo, mesmo com menor intensidade, garantiu imunidade por infecção natural em grandes grupos populacionais.

No entanto, a presença da variante Delta ameaça grande parte da população com imunidade por infecção natural com o limite dessa proteção, podendo ocorrer novamente um recrudescimento da doença, o que nos alerta para uma situação muito frágil.

Um dos problemas é que a proteção que se tinha para o vírus original, atualmente com as variantes, fica menor. Essa imunidade coletiva pode ser prejudicada porque vão ocorrendo mutações do vírus que conseguem escapar do sistema imunológico, garantem os técnicos. Então, é preciso cuidado e não abrir mão das medidas básicas de proteção. Lavar as mãos, álcool gel e uso de máscaras são ainda fundamentais.

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