PSICOGRAFANDO NESTA SEMANA O ILUSTRE ULYSSES GUIMARÃES!
Pois estava eu em Brasília e resolvi descobrir porque tanta gente toma o tal “poire”! Decisão tomada, fui ao tal bar daquele advogado pilantra que vai de bermuda no Supremo o sujeito Kakai!
Depois do primeiro gole, senti um frio oceânico percorrendo minha coluna vertebral e ele se anunciou: ‘Meu caro, achei necessário e pertinente neste momento histórico em o qual se conspurca de forma tendenciosa e mais do que isto odiosa a Constituição do povo, comparecer a esta sessão tão importante de psicografia, para expor e sustentar a nossa posição democrática.

Lembro por importante que, fui deputado estadual de 1947 a 1951, e deputado federal de 1951 a 1992 quando me ausentei estranhamente do palco de luta! Fui professor primário e em vários ginásios, e também professor de Direito na Mackenzie/SP e Metropolitanas Unidas, além de Ministro da Indústria e Comercio em 61/62 e Procurador Geral do Estado de São Paulo.
Claro que poderia destacar muita coisa neste tempo de vida pública, mas não estou interessado na minha história e sim na contribuição ao País, por isto quero psicografar hoje sobre as DIRETAS JÁ e sobre CONSTITUIÇÃO CIDADÃ DE 1988.
Combinei com o Osni Nando que faremos em duas partes, porque ele não consegue mais espaço no Jornal com o Marcelo. Já prometi que quando encontrar o Luiz Fernando Fedeger por aqui vou pedir para ele dar uma dura psicografada no Marcelo.
Somente em 1982, foram retomadas as eleições diretas para governador. Nesse período da história, o Brasil contava com quatro partidos políticos na oposição.
Eram eles o PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro), PT (Partido dos Trabalhadores), PDT (Partido Democrático Trabalhista) e PTB (Partido Trabalhista Brasileiro.
Aí no Paraná elegemos em vitória retumbante o amigo José Richa, companheiro firme e leal! Com ajuda do Deputado Dante de Oliveira, autor da proposta das DIRETAS JÁ começamos o movimento de fato em histórica reunião em Goiânia!
O movimento foi à tradução da insatisfação do povo brasileiro com a perseguição política e a ineficiência econômica do governo militar.
Em 1983, a inflação chegava a 211%, a dívida externa comprometia boa parte das riquezas do País e a crise do petróleo afastava investidores. Em meio aos debates para a sucessão, o general João Figueiredo se afasta do processo de escolha em janeiro de 1984. A saída ocorreu dias depois de um comício promovido em Olinda e outro em Curitiba.
A estratégia usada para que o movimento aparecesse na grande mídia foi o pagamento de inserções publicitárias nos intervalos do Jornal Nacional, da Rede Globo. TRINTA MIL PESSOAS COMPARECERAM AO COMÍCIO DE CURITIBA, NO DIA 5 DE JANEIRO.
Também foram promovidos comícios e passeatas em Camboriú (SC), a 14 de janeiro, e Salvador, a 20. Os atos reuniram respectivamente 3 mil e 15 mil pessoas. O apelo popular aumentou com a participação de 200 mil pessoas em comício promovido no dia 25 de janeiro, na Praça da Sé, em São Paulo.
O ato reuniu as principais lideranças políticas pró-diretas. Estavam presentes Leonel Brizola, governador do Estado do Rio de Janeiro (PDT-RJ), e demais companheiros que nunca faltaram.

Também estiveram no palco atores e músicos, como Chico Buarque, Milton Nascimento e Fernanda Montenegro. A partir desse ato, comícios foram realizados em todo o Brasil, sempre com grande volume de participantes.
Além das ruas, os participantes também puderam acompanhar a intenção de voto dos congressistas à emenda de Dante de Oliveira.
No mês de fevereiro, foi instalado na Praça da Sé o “Placar das Diretas”. Também é iniciada a Marcha para Brasília, uma caravana para acompanhar a votação na Capital Federal.
O ato de maior concentração de apoiadores das diretas ocorreu no Rio de Janeiro, em 10 de abril. Em seis horas, um milhão de pessoas ouviram os apoiadores da retomada do voto direto em comício promovido na Candelária.

O resultado auspicioso foi à eleição indireta de 1985 quando ganhamos com Tancredo Neves que incontinenti perdeu a vida e quem levou foi o José Sarney.
Este foi o que sempre foi. Um bagre ensaboado que reproduziu uma inflação gigantesca e as estripulias do sempre lembrado Centrão que mandava e continua mandando até hoje. Naquele tempo mandava um pouco menos talvez! Mas foi decisivo ao dar cinco anos de mandato ao então Presidente Sarney.
Fiz breve referência à luta do povo brasileiro que foi às ruas pelas DIRETAS JÁ para lembrada a dita luta que nos reconduziu as eleições por vontade direta do povo, para manifestar minha decepção para este simulacro de Democracia que enxergo daqui de cima.
O Presidente não consegue parar de falar um minuto sequer e constantemente dá bom dia para poste. Confesso que não conheci, pois era do baixo clero carioca! O Judiciário deixou de ser a salvaguarda da cidadania e do regime democrático, para intervencionista ao extremo tratar diuturnamente de questões de alçada do Executivo. E o Legislativo integrado por brasileiros de qualidade inferior, seja no que se refere ao caráter seja no que se refere à qualificação intelectual, produz teratologias como esta CPI da Covid!
Com base em tudo isto, perguntei a Ida minha mulher? Valeu a pena o sacrifício que fiz, que fizemos, aliás, para redemocratizar a Nação? Para entregar para está gente que não honra as calças que veste?
A resposta de Dona Ida você fica sabendo na próxima semana! Imagino que o leitor esteja curioso para saber os nomes de quem me traiu em 1989 na eleição Presidencial aí no Paraná…!





