Coluna de Osni Nando psicógrafo!

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MEU CAMINHO É SEM VOLTA! ULYSSES GUIMARÃES

Na semana passada estava me comunicando com a ajuda proverbial de Osni Nando, mas tivemos de interromper porque o Marcelo não da moleza no espaço. Já procurei o Luiz Fernando Fedeger por aqui, mas tem muita gente, por incrível que pareça, o que torna os encontros mais difíceis. Tenho certeza que esta semana encontro ele, daí ajudo o Osni a obter mais espaço. Jornalistas da velha guarda têm muitos, ainda onde participei de uma tertúlia com o Nelson Rodrigues. Semana passada fizemos uma mesa redonda, eu, Adolpho Bloch e Carlos Chagas. Políticos também encontro, com menor frequência é claro, mas como seria de imaginar o Marco Maciel está por aqui.

A realidade de nossas conversas por aqui não foge de nossa preocupação com o futuro do País. Vocês sabem que em 1989 eu tentei mercê candidatura no MDB impedir o desastre que foi aquele rapaz o Collor.

Todavia os traidores impediram a viabilização de nosso intento. Em vários Estados as defecções foram muito consistentes e aí no Paraná fui abandonado por todos.

Logo no início da campanha, nos meses de agosto e setembro, era visível que as candidaturas vinculadas à Aliança Democrática (PMDB-PFL) que conduzia a transição via governo José Sarney estavam derrotadas. Aureliano Chaves mal passava do 1% das intenções de voto e eu sempre na casa dos 4%, não mais que isso!

O ano de 1989, de eleição presidencial, foi o de “maior número de greves em toda a história do país: nada menos do que quatro mil, aproximadamente” e eu fui o pai da Constituição garantidora de direitos. Em muitos casos, as lideranças sindicais e parlamentares de esquerda admitiam não ter controle sobre os grevistas. Ao mesmo tempo, as candidaturas Brizola e Lula, de esquerda, cresciam na preferência do eleitorado. O resultado foi o auge da atuação militar na disputa política. Nesse cenário de crise econômica, pelo fracasso dos vários planos econômicos, o governo Sarney passou o ano desacreditado e todos os candidatos à presidência tentaram descolar suas imagens do governo. Essa fragilidade política o tornava mais dependente da tutela militar. A busca pelo “CANDIDATO DE CENTRO” A eleição de 1989 era o momento em que o país esperava fechar com sucesso o processo de abertura institucional, o enterro da Ditadura e o retorno à democracia eleitoral. Não era apenas mais uma eleição, mas a primeira eleição presidencial para a maioria dos brasileiros. Importante frisar que se trata de uma eleição solteira, ou seja, apenas para presidente da República, nenhum outro cargo, o que tornou inoperante as grandes estruturas partidárias, principalmente, do PMDB e PFL no interior do país. A fragmentação política foi comprovada pelo lançamento de 22 candidatos a Presidência.

No Paraná desde logo a turma liderada pelo Requião se aproximou de Lula, e o desastre final o Brasil vivenciou.

Nesta minha visita a vocês com a ajuda do Osni, me detive um pouco mais descrevendo esta situação de Centrão. A busca por um candidato de centro é uma obsessão da classe politica, mas jamais até hoje foi bem sucedida eleitoralmente. Porque o povo de há muito já percebeu que os políticos profissionais como eu fui entortam a boca, e aqui um sincero “mea culpa”, e deixam de se enxergar como um meio de representar a vontade popular e passam a agir como um fim em si mesmos, profissionalizando-se no Congresso, por exemplo, e vislumbrando tão somente o poder e sua manutenção. Deixam assim de legislar em prol do comum, para escravos que se tornaram, legislar só para defender posição de manutenção. Além do mais a guerra de egos, impede o dito centrão de apoiar de verdade um representante o que ocasiona o já descrito número de 22 candidatos em 1989.

Reelegi-me Federal em 1990 e tentei ajudar o País, mas confesso, nunca mais tive o mesmo vigo e o mesmo animo! Desapareci em 1992 e se vocês não sabem como nem porque, eu também não sei. JÁ PERGUNTEI POR AQUI, mas me disseram para me dar por feliz por aqui estar. Sendo assim…! 

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