As Concessões federais em parceria com o governo do estado iniciariam no Paraná em 1997, por ocasião do Governo Jaime Lerner. Todos se lembram do caos existente nas rodovias esburacadas, com traçados ultrapassados, acidentes com atendimento irregular causando muitas mortes e perdas financeiras para os usuários, além de não haver nenhum atendimento significativo aos usuários.
Iniciou-se com a ECONORTE, VIAPAR, ECOCATARATAS, CAMINHOS DO PARANÁ, RODONORTE e ECOVIA. Foram estabelecidas as obras a serem realizadas, como a duplicação de todo o anel viário, compondo as principais rodovias do Paraná, etc.; estabelecendo-se de comum acordo os custos de pedágios para os veículos a trafegarem na rodovia. Posteriormente tivemos trechos concedidos de forma federal para a OHL, sem a participação do governo do estado.
Além de obras principais e complementares necessárias a serem ampliadas; foram estabelecidos os serviços de conservação da malha rodoviária, serviços de atendimento a sinistros rodoviários, serviços de atendimento a panes motoras nos veículos, atendimento a roubos de cargas que envolvam descarga na rodovia, de forma a evitar acidentes; controle de erosões nos taludes das serras; atendimento a erosão e desmoronamento de taludes nas rodovias, sinistros por vendavais; atendimento aos usuários em bases específicas-SAUs; controle de carga no pavimento através de balanças; limpezas especiais em pontos de grande movimentação como portos, aeroportos, praias, construção de postos de fiscalização, controle, reforma e ampliação de estruturas de concretos, tais como pontes, viadutos, passarelas, etc. até o dia 27 de novembro de 2021.
Em 1998 houve um acordo com o Governo para diminuir as tarifas de pedágio, reduzindo-se o volume de obras a serem executadas, numa autêntica jogada política de Jaime Lerner.
Alguns anos após houve os acordos de leniência posteriores, com a CCR e a ECOVIA, após o período da LAVAJATO, que geraram denúncias no Paraná com a operação Integração.
Indiferente a discutir o custo do pedágio, que é algo que deve ser efetuado pelas entidades que tem conhecimento sobre as ações necessárias para uma boa conservação além de representatividade social pertinente, bem como a participação das empresas que realizaram os serviços de concessão, para discussão do binômio perfeito, custo pedágio x obras a serem realizadas.
O USO POLÍTICO DO PEDÁGIO PARA ENGANAR O POVO
USO 1
Governador em campanha para a reeleição, Jaime Lerner reduziu a tarifa do pedágio pela metade. Enganou o eleitor. Venceu a eleição e voltou a aumentar a tarifa.
USO 2
Roberto Requião de Mello e Silva fez campanha para governador berrando: “Ou o pedágio abaixa ou acaba”. Mentiu. Nem baixou e muito menos acabou.
USO 3
O então deputado petista André Hilário Vargas comandou uma Comissão Parlamentar de Inquérito na Assembleia Legislativa do Paraná para analisar os contratos das concessionárias. Como todos lembram, não deu em nada e o deputado quase esticou tapete vermelho para os donos das pedagiadoras passarem.
USO 4
Deputados da Assembleia organizaram comissões para percorrer o Estado para analisar o cumprimento dos contratos e os avanços nas obras. Mais uma vez foi apenas circo para vocês sabem muito bem o que.
fonte: PAÇOCA COM CEBOLA