ÔMICRON: UMA NOVA VARIANTE ESTÁ CHEGANDO

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As consequências são catastróficas, mas a falta de atenção ao alerta da ciência é um dos motivos de ficarmos ameaçados de enfrentar mais uma perigosa variante da Covid 19. Está chegando da África do Sul a Ômicron.

As informações dão conta que lá na África, apenas 23,5% da população está totalmente vacinada. No Brasil chegamos aos 60%. Os dados são da Our World in Data, da Universidade de Oxfort, no Reino Unido.

Lá na África do Sul a vacinação do país desacelerou nos últimos meses, mas a causa não foi a falta de vacina, mas a indiferença da população, o negacionismo.

Na sexta-feira (26/11) a Organização Mundial da Saúde – OMS anunciou que a variante do coronavírus registrada pela primeira vez na África do Sul, batizada de Ômicron, representa um risco maior de reinfecção de covid-19, segundo evidências preliminares.

A cepa já foi identificada em Israel, Bélgica, Hong Kong e Botsuana, além da África do Sul. A Ômicron Segundo a OMS é uma “variante preocupante” (variant of concern, o termo que apontou as variantes mais problemáticas até agora, como a delta, gamma, etc).

Aqui no Brasil, onde nem toda a população está preocupada com a vacinação, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa, recomentou restrições para voos e viajantes vindos da África do Sul e cinco países vizinhos — Botsuana, Suazilândia (Essuatíni), Lesoto, Namíbia e Zimbábue, o que foi confirmado pelo governo.

No sábado, mais quatro países sejam adicionados à lista da Anvisa: Angola, Malawi, Moçambique e Zâmbia.

O professor Tulio de Oliveira, diretor do Centro para Resposta Epidêmica e Inovação da África do Sul, que é brasileiro, apontou 50 mutações do vírus, e 32 na proteína spike — “chave” que o vírus usa para entrar nas células e alvo da maioria das vacinas contra a covid-19.

A variante carrega uma “constelação incomum de mutações” e é “muito diferente” de outros tipos que já circularam. “Esta variante nos surpreendeu, ela deu um grande salto na evolução [e traz] muito mais mutações do que esperávamos”, disse ele.

Há um temor na comunidade científica de que a variante possa ser “a pior já existente”, embora disponha de poucas informações até o momento. A OMS calcula que levará semanas para analisar em detalhes a nova variante.

Teme-se que a nova versão do coronavírus seja mais transmissível e “drible” com mais facilidade o sistema imunológico. Em termos práticos, significa não só mais infecções, hospitalizações e mortes, mas a possibilidade de que as vacinas atuais sejam menos eficazes contra ela.

Os novos vírus fazem se reproduzem, mas não são perfeitos nisso. Mas se houver uma vantagem de sobrevivência, a nova versão prosperará. As vacinas até agora miram apenas a cepa original do coronavírus, aquele Wuhan, na China.

Já se trabalha numa nova versão do imunizante que mira na variante Ômicron. Mas é preciso ficar atento. Quanto mais chances o coronavírus tem de fazer cópias de si mesmo em nós, hospedeiros, mais mutações podem ocorrer.

Assim, é importante controlar as infecções. As vacinas ajudam a reduzir a transmissão e também protegem contra formas mais graves da Covid.

A melhor opção para impedir a propagação do vírus, continua sendo a vacinação da população. Ela reduz a vulnerabilidade das pessoas e aumenta a resistência contra a propagação do vírus. Não há outro tratamento capaz de ter maior eficiência do que a vacina.

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