Debandada na Receita Federal

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Dinheiro tirado da Receita atenderá aumentos dados por Bolsonaro.

Os efeitos dos favorecimentos a Polícia Federal e a setores militares levaram esta semana quarenta e seis auditores e analistas da Receita Federal em cargos de confiança como delegados e chefes do órgão tributário de São Paulo pediram exoneração. Também onze auditores do Rio de Janeiro e do Espírito Santo entregaram os cargos.

Entre os descontentes estavam chefes de alfândega, responsáveis por liberação de mercadorias no Porto de Santos e aeroportos. O Ministério da Economia não quis opinar.

Os delegados alegam que a Receita teve redução de até 51,4% no seu orçamento. Os cortes atingiram especialmente a administração das unidades e a gestão de soluções informatizadas. Com isso há ameaças de falta de verba para as contas de água e energia elétrica.

Outro agravante foi que o corte na Receita para 2022 se equivale aos aumentos anunciados para as carreiras da Polícia Federal (PF), da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

O aumento de R$ 1,7 bilhão anunciado foi uma “decisão do presidente da República”, segundo o Ministério da Economia.

Tudo leva a entender que o que sai da Receita Federal do Brasil vai para compensar os reajustes acordados demonstrando “um absoluto desrespeito à administração tributária”, crivaram os exonerados no pedido de saída.

O governo, segundo os agentes, descumpriu um acordo de 2016 do pagamento de um bônus de eficiência, no valor de R$ 450 milhões, após a reestruturação da carreira.

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