LUIZ ABI MORRE NO MATO GROSSO
Acusado de ser um dos principais operadores no governo anterior, Luiz Abi Antoun, primo de Beto Richa, faleceu na última terça-feira (8) em um acidente de carro. O empresário voltava de uma fazenda, localizada no interior do Mato Grosso, quando capotou a caminhonete em que ele estava sentado como passageiro.
De acordo com as informações obtidas pela coluna, ele estava em Londrina há cinco meses, quando voltou do Líbano desde que foi em 2018. Graças à liberação do ministro do STF, Gilmar Mendes em março de 2021 ele retornou ao Brasil na cidade de Londrina, onde estava com a família. Após a liberação do IML, o corpo foi transferido para Londrina, no norte do estado, para que Luiz fosse velado na presença da família.
OPERAÇÕES DE ABI E A REPÚBLICA DE CAMBÉ
O nome de Luiz Abi sempre foi constante nos bastidores e também dentro do Palácio Iguaçu, mas a situação complicou desde 2015 com a desenvolvimento da Operação Voldemort, que investigou fraude em uma licitação do Departamento de Transportes (Deto) do Governo do Estado, feita pelo GAECO de Londrina que combatia o Crime Organizado, envolvendo licitações com a frota de veículos.
Nesta época foi comentado pela mídia governamental que se tratava de um “primo distante”, mas para o IMPACTO foi chamado de “eminência parda” do governo tucano e também participante da República de Cambé, que na época havia nomes no governo como Durval Amaral e Luiz Hauly da região. Ele também foi alvo da Operação Publicano e denunciado pelos investigadores como o líder de um grande esquema de corrupção na Receita Estadual. Nos últimos anos respondeu por outras acusações como Operação Quadro Negro, Operação Rádio Patrulha, Operação Integração e Operação Piloto.
CALMARIA NOS BASTIDORES
Com o falecimento de Luiz Abi, muita gente da área do Centro Cívico vai voltar a dormir relaxado de agora em diante. Queiram ou não, Luiz era um cara de forte influência e sabia de muita coisa juntamente com sua área jurídica. Quanto ao nome dele em algumas delações, as coisas devem vir à tona principalmente com as parcerias de um ex-candidato ao governo, que fez muita maracutaia pelo lado de Foz do Iguaçu.