As diferenças já vem de tempos. A gota de água foi na votação do requerimento pela urgência do projeto da proibição da exigência do passaporte sanitário. “Essa não é a posição do partido”, disse o deputado Goura, presidente do PDT de Curitiba, a respeito da posição do relator do projeto, deputado Márcio Pacheco (PDT). Pacheco articulou pelo voto da urgência do projeto no plenário e na CCJ.
A proibição do passaporte é apontada, por deputados e especialistas, como uma revanche do movimento anti-vacina e dos negacionistas. “Querem transformar o Paraná no primeiro estado anti-vacina no País”, reagiu um deputado que votou contra a urgência do projeto.
Sobre o deputado Pacheco, o PDT espera que o parlamentar saia do partido senão vai enfrentar um processo de expulsão. Pacheco deve esperar a janela partidária de março e migrar a um partido alinhado com presidente Jair Bolsonaro.
Vale lembrar ainda que Marcio Pacheco já foi comunista. Se elegeu a vereador e deputado pelo PPL (Partido Pátria Livre) comandado MR8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro). Tendência marxista que sequestrou o embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick em 1969, assaltou (expropriou) bancos e participou da luta armada contra o regime militar.
Pacheco disputou duas vezes a prefeitura de Cascavel (2016 e 2020) e perdeu nas duas ocasiões. Os ex-camaradas estão boquiabertos com a guinada a direita do deputado e não entende dos porquês que o levaram a se alinhar aos bolsonaristas e negacionistas