Recebi de um cliente o livro de Xi Jinping, A Governança da China, escrito em 2020. Em nada modestas 650 páginas o líder chinês discorre sobre os planos mediatos e imediatos que tem para o desenvolvimento de seu País, já uma superpotência, e como vai enfrentar o desafio de alimentar sua gente. Explicita planos de política interna e expõe sua estratégia diplomática.
Na mesma esteira o “Livro My Dream do Rei de Dubai“, em o qual o governante se manifesta sobre o passado, o presente e o futuro de seu País. Em ambos os casos como se nota, trata-se de governo ditatorial e outro imperial, em os quais em tese, os governantes não teriam que dar satisfação aos governados.
Ocorre que nesta etapa do desenvolvimento humano as relações internacionais e a geopolítica exigem um frequente balizamento de protocolos e intenções que tem resultado em qualquer nação, mais ou menos desenvolvida.
Razão pela qual homens que têm responsabilidade com seus povos e visão estratégica própria dos estadistas, estabelecem de forma tão pública quanto possível as diretrizes de desenvolvimento de seus estados-nação!
Faço esta breve digressão para me ater ao momento que vivemos em nosso País. Temo eleição muito proximamente e não vejo a mínima preocupação do povo brasileiro em relação ao compromisso dos candidatos viáveis o da situação e o da oposição em relação à discussão aberta e franca com a sociedade no que concerne ao papel do Brasil em relação ao futuro do País e de sua efetiva inserção no processo histórico de desenvolvimento inter nações.
A discussão que aqui se trava é em torno de narrativas e pautas chãs, que passam meramente pelos costumes e pela visão ideológica das tribos.
Mais que nunca na história deste País nos apequenamos e fomos compelidos a narrativa comandada pelos narradores de costumes e o fenômeno absolutamente hialino é o abandono da discussão a respeito do desenvolvimento do povo brasileiro sob a ótica da educação competitividade internacional, índice de desenvolvimento humano, índice gini da felicidade.
O debate nacional desgraçadamente esta pautado por minorias que de forma barulhenta e atrevida impõe seus temas frente a uma sociedade covarde e pusilânime.
Campanhas dirigidas por marqueteiros cujo compromisso jamais foi ou será o Estado Brasileiro, posto que seus contratos sejam finitos no tempo eleitoral e são considerados pelo resultado vitória ou derrota. Não lhes importa, portanto o meio de obtenção do resultado contratual. Assim espremidos pela pauta meramente de costumes e necessidade de vitória as tribos velem-se de lanças e tacapes, e em luta de baixa catadura ferem-se mutuamente.
Claro, a imprensa tradicional finge que não sabe quanto medíocre é o debate, porquanto tem lado e seu lado objetiva o poder a qualquer preço, custe mesmo o que custar.
O outro lado com o qual todos sabem me identifico a se obrigar a todo tempo de se manifestar sobre as ditas pautas de costume e se obriga a prementemente defender-se de ataques que por incrível que possa parecer vem inclusive de outro poder a saber o Judiciário!
PLANEJAMENTO
Enxergo com absoluta tristeza que o debate não tem uma fimbria de respeito com o futuro da juventude deste País. Como a esquerda domina a comunicação tradicional não subsistem as noticias que deveriam pautar o debate como já escrevi e ora enfatizo, e o planejamento estratégico do estado brasileiro não capitaneia a discussão.
Pergunto-me como um responsável por investimentos e expansão de um grupo internacional vislumbra está realidade fática e inquestionável.
Como investir a longos e médios prazos em nação que não tem objetivos políticos, aqui destacando que me refiro à política de estado, claros e delimitados no tempo e no espaço.
Esta imersa em uma confusão entre seus poderes, de tal sorte que o Judiciário tomou a si sempre que pode e até mesmo quando não pode a decisão SOBRE POLÍTICAS PUBLICAS.
Judiciário que interveio diretamente no momento mais grave da história recente do País, dissipando sempre que demandado por políticos calhordas o poder de decisão do Executivo a ponto de intervir em ações estratégicas de polícia de estado e mais, estagnando o setor produtivo sob a justificativa de manter a saúde!
De fato como cidadão eu gostaria de ouvir dos candidatos viáveis nesta etapa, dois, uma só promessa: “Se eleito for vou obedecer a Constituição Brasileira e sendo assim o Judiciário vai atuar nos limites de suas obrigações constitucionais sob as penas previstas na Constituição e o Legislativo vai legislar”!
PESQUISAS
Se você me pergunta em que Instituto eu confio, minha resposta é imediata e obedece a convicção estabelecida em anos de convivência com Murilo Hidalgo.
Pois o Paraná Pesquisa indica empate técnico na região sudeste do País que congrega 43% do eleitorado brasileiro. Claro que podemos todos ter percepções pessoais em relação ao dito empate, mercê de nossos relacionamentos e visões regionais. Além do mais as redes sociais afetam nosso julgamento conforme nossas opções.
O que é claro para todos é que neste momento vamos enfrentar segundo turno e mais que tudo esta sob céu com nuvens e cerração baixa.
REGIONAIS
EFEITO MORO
Creio que há muito tempo não temos um personagem que sozinho detenha tamanha influência sobre o eleitorado e que possa mercê decisão individual mudar de forma tão radical as perspectiva de resultado eleitoral.
Como sou do tempo da inesquecível e tão curitibana Bala Zequinha, eu diria que Moro seria a bala Moro na Política!
E como muda de mãos e de destino esta bala. Nada interfere ou parece capaz de interferir, todavia, na consolidada biografia do Zequinha de Maringá que hoje enquanto escrevo, tem eleição garantida para deputado federal e podem ser a seu critério e alvedrio candidato ao Governo ou ao Senado. Pode ter sucesso em qualquer dos casos, pois tem dois dígitos seja para governo seja para senado.
Pois, então a análise fica prejudicada, pois nada sei sobre a decisão pessoal de Moro. O que sei é que no União há uma torcida dos candidatos para que ele opte por Federal. Sei mais que o Bivar avisou ao Francischini que não se meta a negociar Moro.
Outra bala Zequinha, está das informações, me disse que o coração de Moro tende ao Salão Azul, portanto Senado.
Como existe uma bolsa de apostas que é jurídica no que tange a legalidade da candidatura de Moro, há quem afirme que o bom senso recomenda a Câmara Federal.
INFORMAÇÃO PRIVILEGIADA
Fui informado oficialmente que o Presidente Jair Bolsonaro mantém apoio a Paulo Martins. Outras notícias têm veracidade contestada.
HERMAS BRANDÃO NO CENÁRIO!
A política nos traz de conhecer pessoas que admiramos desde sempre. Velho que sou, cultuo, hoje mais do que antes o hábito de contar histórias, posto que imitando Drault Hernany, meninos eu vi.
Corria o ano de Nosso Senhor Jesus Cristo de 1978, e o calendário marcava partida entre Colorado e Matsubara. O avião de pequeno porte levanta do Bacacheri e o então Presidente Max Rosenmann põe-se a infernizar os demais passageiros com contos sobre quedas de avião, já que chovia torrencialmente. Quando finalmente o avião aterrissa em Andirá, pista de grama, está a nos esperar o ilustre Prefeito Hermas Brandão.
Figura de excepcional gentileza. Desta data em diante passei a gostar dele, e segui a carreira política brilhante dele. Homem competente, integro e leal com os amigos. Auguri guri.
PS: Neste avião estava Dr. Darci Pianna! Lembra disto?
ORAÇÃO DE OGIER BUCHI
Senhor obrigado por tudo! Amém.