Existe na vida de cada ser um instante de tristeza, de angústia e de desilusão.
É nesse momento que a terra parece desaparecer dos pés e do corpo, e as lavas dos vulcões agitam-se e expelem fogo e levam para os leitos não só a dor que ataca o paciente como, também, refletem-se sobre esposos, filhos e quantos fizeram ou simplesmente tinham na esperança a certeza de que o mal poderia consumir outras pessoas menos a sua ou a dos seus parentes próximos ou distantes.
Ninguém atente para os instantes que se aproximam, ocultos e destruidores e nem se acautelem, como escreveu HENRIQUE PONGETI “morre-se hoje na paz como na guerra, em plena ação, no meio de um gesto, no meio de uma frase, no meio de uma risada…”.
O imprevisto deveria ser, apenas, uma sombra e nunca se materializar, pois, quando isto ocorre os humanos, que por serem humanos e, não santos ou imortais, perdem a crença ou a convicção íntima e, até a fé.
A fé deve ser o primeiro dogma de qualquer dogma, seja do muçulmano, do evangélico ou católico. É virtude de homenagem e de certeza e de nada seria criado não fôra a sua intercessão.
Nessa hora é preciso que o homem ajoelhe-se, reze, peça, afinal, pedir graça diante do desespero é um ato de humildade, de apascentamento da aflição, pois, a ira, o furor ou a negação levarão a nada a não ser na falta de confiança.
Não e não.
Deus está acima de todas as coisas e é preciso que se acredite na sua bondade, no SEU PERDÃO, sobretudo quando o céu dá a impressão de que as suas portas se fecharam e quando você mesmo, nem sequer tentou abri-las através da esperança ou invocar MIGUEL DE CERVANTES quando disse “Deus que dá a ferida, dá o remédio”.
Peçamos saúde aos que necessitam e perdão pelos nossos erros, pois como bem acentuou o apóstolo PAULO DE TARSO ao Romanos, (Bíblia Sagrada, Novo Testamento, Cap. 8, v. 31) “… Se Deus é por nós quem será contra nós?”… Fique a sabedoria da pergunta porque “daqui a milênios” – como consta nos contos de ANDERSEN “…todos seremos pó e ninguém resistirá aos moinhos de ventos que espalharão partículas a que sobrar”.
Paro, agora, porque alguém da minha vida – minha esposa DALMI – e da vida de vida dos corações de todos, aparenta meditar sobre a sabedoria porque só esta nos fará repetir aquela prece dos humildes diante do Onipotente: BENDITO SEJAS TÚ MEU DEUS”.