Na última semana o site “Congresso em Foco” realizou uma abordagem está semana que é de estarrecer dentre os meios da publicidade e também na área da censura nos órgãos de comunicação. Temos visto de todos os lados os ataques ao grupo do PT com relação a uma regulação da mídia, mas esta triagem que está sendo feita em Brasília não tem nada acrescentar ao governo de Jair Bolsonaro a dois meses de uma eleição.IMPACTO PR. ao analisar friamente esta situação coloca um pé atrás com relação de como será um novo mandato para qualquer um dos dois candidatos que estão na frente das pesquisas, com atendimento aos órgãos de comunicação.Com mais está denúncia e podendo falar porque não recebemos nenhuma mídia da CAIXA nestes últimos 12 anos e meio, desde o governo Dilma, mas parece que a cartilha já está lá há mais tempo.
É uma coisa absurda para os dias de hoje, imagine a página de um veículo noticioso que, a pouco mais de dois meses da eleição para presidente da República, não possa mencionar os nomes de “Jair Bolsonaro” e “Lula“, principais postulantes ao cargo.
Ou na qual esteja vedado o uso de termos como “Congresso”, “abuso sexual“, “presidente da Caixa Econômica“, “cloroquina“, “covid“, “Marielle Franco“, “Paulo Guedes“, “Regina Duarte“, “Itamaraty”, “fake news“, “Amazônia”, Felipe Neto, “ditadura militar“, “Flávio Bolsonaro“, “Sergio Moro” e “Dom Philips“.
Todas essas palavras e dezenas de outras, num total de 239 termos, constam de uma lista de expressões proibidas pela Caixa Econômica Federal. Ou seja: nenhuma delas pode aparecer em uma página na qual seja exibido anúncio da Caixa. Nos meios publicitários, esse tipo de relação é chamada de “blocklist” (do inglês lista de bloqueio). É um expediente usado por vários anunciantes para evitar que sua marca seja associada a determinados temas, tais como pornografia, acidentes graves, violência ou terrorismo. O que profissionais da área não estão acostumados a ver é um índex tão abrangente.
As agências que atendem a Caixa também foram instruídas a punir os veículos que desrespeitam a regra abatendo valores a pagar, suspendendo a campanha publicitária ou aplicando outras sanções, não especificadas pelas agências. “Isso mostra que a Caixa virou um instrumento cada vez mais do governo, e não de Estado”, afirma o cientista político André Pereira César
Quando vimos meses atrás um dos mais assíduos participantes das famosas lives de quinta-feira de Bolsonaro, o conhecido Pedro Guimarães, que perdeu o emprego após ter sido acusado por servidores e servidoras da Caixa de fazer espionagem política de funcionários e promover uma cultura de assédio moral e sexual e, a CAIXA partir para um tipo de retaliação deste tipo é sinal que a censura ainda ronda o Palácio do Planalto.
Quem acessar o site https://congressoemfoco.uol.com.br/area/governo/caixa-usa-publicidade-para-censurar-midia/?utm_source=ActiveCampaign&utm_medium=email&utm_content=Caixa+usa+publicidade+para+censurar+m%C3%ADdia&utm_campaign=Caixa+usa+publicidade+para+censurar+m%C3%ADdia ficará pode dentro de todas as palavras que os veículos de comunicação não podem falar se quiserem ter acesso a mídia da CAIXA.
Quando se fica sabendo que a Caixa Econômica Federal define que vai debitar do investimento publicitário contratado junto ao veículo valores correspondentes a matérias que citem expressões ‘proibidas’, é realmente uma prática da censura, o que é inaceitável em regimes democráticos nos dias de hoje.