A Controladoria Geral do Estado do Paraná (CGE) pediu à Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) esclarecimentos sobre a cobrança de uma dívida de R$ 26 milhões que o antigo diretor-presidente do terminal, Eduardo Requião de Mello e Silva, tem com o porto. Em ofício, o controlador-geral do estado, Raul Siqueira, questionou o atual gestor, Luiz Fernando Garcia da Silva, sobre as medidas que estão sendo adotadas em relação ao assunto.
Na matéria publicada pelo site RIC. MAIS é citado o documento com a decisão do juiz Rafael Kramer Braga, da Vara da Fazenda Pública de Paranaguá, que impôs o pagamento da multa milionária por irregularidades na contratação de serviços, em junho de 2018. No entanto, até o presente momento, só foi recuperado um pouco mais de R$ 2 mil da dívida, via sistema Bacenjud.
Eduardo Requião, que foi indicado pelo irmão, o ex-governador Roberto Requião (PT) como superintendente, foi condenado a devolver R$ 26 milhões por irregularidades na contratação de serviços. A atual administração do terminal tenta cobrar a dívida, mas só conseguiu recuperar R$ 2.164,90 via sistema Bacenjud, plataforma que conecta o Poder Judiciário às instituições financeiras. O problema é que nada mais foi encontrado nas contas dele.
A VOVÓ NANÀ COMO ERA CONHECIDO O DUDU E DANIEL LÚCIO, OUTRO EX-SUPERINTENDENTE DO PORTO FALECIDO PELA COVID EM 2021 E FOI PRESO EM 2011.
O documento da CGE faz menção ainda a reportagem que RIC.MAIS mostrou que os filhos de Eduardo Requião têm patrimônio multimilionário, boa parte no exterior. Os dois possuem apartamentos em Miami e lojas de grife de luxo em Santa Catarina.
Apartamentos em Miami e lojas de grife de luxo em Santa Catarina. O patrimônio de Thiago e Thobias de Mello e Silva, filhos do ex-superintendente dos Portos de Paranaguá e Antonina, Eduardo Requião de Mello e Silva, mostra que os dois têm sucesso nos negócios. Já o patriarca da família está com as contas quase zeradas. Condenado a devolver R$ 26 milhões por irregularidades no porto de Paranaguá, até agora a Justiça só encontrou alguns trocados em nome dele.
Eduardo foi indicado ao cargo pelo irmão, o ex-governador Roberto Requião (PT). Os filhos dele aparecem como sócios em duas empresas nos Estados Unidos: “Fantine Properties LLC” e a “Cosette Properties LLC”. Ambas têm sedes no estado da Flórida e possuem um patrimônio imobiliário de cerca de US$ 1,5 milhões, mais de R$ 8 milhões no câmbio atual. Documentos públicos norte-americanos mostram que há pelo menos dois apartamentos em nome das empresas, um na Jefferson Avenue, e outro na Alton Road, áreas nobres de South Miami Beach, uma das áreas mais valorizadas da região.
Os filhos Eduardo Requião também têm empresas no Brasil. Thobias dirige três franquias de uma grife de bolsas e sapatos de luxo em Santa Catarina. As lojas ficam em pontos nobres de Florianópolis, São José e Balneário Camboriú (nesta última é sócio do irmão, Thiago). O investimento inicial em cada um delas gira em torno de R$ 400 mil, ou seja, só nas três lojas o patrimônio vinculado passa de R$ 1,2 milhões.
DENÚNCIA DO IMPACTO DO BITCOIN
OPERADOR CONFIRMOU À POLÍCIA PAGAMENTOS NO EXTERIOR À FAMÍLIA DE EDUARDO REQUIÃO

No ano passado, a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Daemon, que investiga corretoras de criptomoedas que teriam, entre outros crimes, operado um esquema de lavagem de dinheiro. O nome de Eduardo Requião, e do filho Thiago, foram citados nas investigações.